Governo pede punição de promotor
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quarta-feira, 24 de setembro de 2003
Rodrigo Sais<br> Equipe da Folha 
Curitiba O promotor de Saúde Pública de Ponta Grossa, Fuad Faraj, responderá a uma representação movida pelo governador Roberto Requião (PMDB) em virtude de sua participação em uma manifestação contra o fechamento do curso de Medicina na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). O Ministério Público (MP) estadual acatou o pedido de Requião, que acusou Faraj de ''incitar a desordem''.
Segundo a ação, assinada também pelo procurador-geral Sérgio Botto de Lacerda, o promotor incentivou a manifestação de estudantes e moradores de Ponta Grossa durante uma visita de membros da secretaria de Educação a UEPG em maio.
A Folha tentou contato com Faraj ontem, mas seu celular encontrava-se desligado. Em entrevistas anteriores, o promotor afirmou que a manifestação nasceu espontaneamente da comunidade acadêmica. O procurador-geral do Estado afirmou que a ação pede a punição administrativa de Faraj. A Corregedoria-Geral do MP, que irá analisar o caso, afirmou através da sua assessoria que não irá se pronunciar a respeito do caso.


