O diretor da loteadora Ferrari, Luiz Roberto Ferrari, esteve reunido ontem à tarde com o prefeito Luiz Eduardo Cheida, no gabinete da Prefeitura. Luiz Ferrari mostrou o ofício que recebeu do Secretário Estadual de Segurança, Cândido Martins de Oliveira, aprovando o terreno que quer doar para a construção da Cadeia Pública. No ofício, o secretário pede ao prefeito que agilize a liberação do terreno para que a construção se inicie o quanto antes. Luiz Eduardo Cheida afirmou que isso pode ocorrer na próxima semana.
O terreno a ser doado fica na gleba Três Bocas, no lote 94, próximo à rodovia que leva ao distrito de Maravilha (zona sul). No final do mês passado, uma equipe de técnicos do Governo do Estado esteve vistoriando o terreno e havia adiantado que o local é viável para receber a Cadeia. O parecer da equipe foi levado ao secretário de Segurança que, então, enviou ofício a Luiz Roberto Ferrari.
De acordo com o ofício, a Cadeia Pública terá 2.050 metros quadrados de construção. Comparando-se ao projeto inicial, a obra sofrerá uma redução de 780 metros quadrados, referentes à parte administrativa e de atendimento público da Cadeia. Por causa da distância do terreno até o centro da Cidade, técnicos do Governo acharam melhor manter a parte administrativa onde está atualmente, na Delegacia Central, rua Sergipe (centro).
Com cerca de 20 mil metros quadrados, o terreno que será doado faz parte de uma fazenda com 70 alqueires que será loteada futuramente pelo empresário. A área indicada para a Cadeia Pública fica ao lado de uma estrada asfaltada, a cerca de 1,5 quilômetros do jardim União da Vitória e a 11,2 quilômetros da atual delegacia central.
Luiz Eduardo Cheida explicou que, em seguida, a liberação do terreno será enviada ao Governo para que seja elaborado o projeto de construção da cadeia. Com o projeto em mãos, Luiz Eduardo Cheida disse que saberá qual parte da obra caberá à prefeitura construir - provavelmente a infra-estrutura (terraplenagem e vias de acesso).
Para se efetivar a doação ao Governo do Estado, a área terá de ser desmembrada do restante da fazenda. Ontem, durante a reunião, Luiz Eduardo Cheida ressaltou que pedirá que o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippul) e a Secretaria Municipal de Obras realizem o quanto antes de desmembramento. ‘‘Até terça-feira, isso deverá estar pronto.’’
Luiz Ferrari tomou a iniciativa de doar o terreno em setembro. Na ocasião, a Câmara de Vereadores aprovou o projeto revogando a doação de terreno público para a construção da Cadeia no jardim Acapulco (zona sul), a pedido dos moradores daquele bairro.
Ao contrário dos moradores do Acapulco, Luiz Ferrari acredita que a construção da Cadeia contribuirá para aumentar a segurança no local. A Cadeia Pública, na opinião do empresário, levará mais desenvolvimento àquela região e, consequentemente, contribuirá para o sucesso do loteamento.
Também participaram da reunião realizada ontem o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Abílio Medeiros, o delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial, Leonyl Ribeiro, o delegado-adjunto da 10ª SDP, Wanderci Corral Fernandes e o diretor-presidente do Ippul, Fausto Lima.
Na opinião de Abílio Medeiros, a iniciativa privada é a solução para que a Cadeia Pública finalmente seja construída. ‘‘Lidar com terreno público é sempre burocrático e leva mais tempo’’, ressaltou. Já o delegado-chefe acredita que, desta vez, a Cadeia Pública será realmente construída. Na avaliação de Leonyl Ribeiro, a construção da unidade vai solucionar o problema da superlotação dos distritos policiais. 96112258

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