O secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldair Rizzi, disse ontem que ''o Governo do Estado não tem condições financeiras para reverter hoje as perdas salariais de 12 anos'' dos servidores das universidades do Paraná. Rizzi disse que vai aguardar ser informado oficialmente das manifestações previstas para hoje em nove cidades do Estado.
Os sindicatos que representam os profissionais universitários (servidores, técnicos e professores) pretendem mobilizar os associados a partir das nove horas de hoje para reivindicar uma reposição salarial de 62%. Caso as negociações não ocorram, as categorias podem deflagrar uma greve geral semelhante a iniciada em setembro de 2001 (cuja duração foi de 169 dias). Na última paralisação, o Governo concedeu um reajuste médio de 15% às categorias, 45% abaixo do exigido pelos grevistas. ''Já tivemos pelo menos cinco reuniões com os servidores desde o início do ano, e eles foram informados que a situação orçamentária e financeira é extremamente complexa. Assumimos uma folha de pagamento que, juntamente com questões jucidiais, subiu de R$ 240 milhões para R$ 300 milhões'', explicou Rizzi.
O presidente da Associação dos Servidores Técnico-Administrativos da Universidade Estadual de Londrina (Assuel), Itamar Nascimento, confirmou ontem que as reuniões vinham seguindo sem acordo. ''Tivemos várias reuniões com o Governo ao longo deste ano, mas nenhuma proposta concreta foi apresentada. Se essa omissão continuar, a possibilidade de greve é bastante concreta'', alertou Nascimento em reportagem publicada ontem na Folha.
Rizzi insistiu que espera das categorias uma ''compreensão'' e que a prioridade atual é investir e dar condições de trabalho aos profissionais. Ele citou como exemplo a inauguração de quatro novos setores do Hospital Universitário (veja nesta página) e lembrou que somente a Universidade Estadual de Londrina (UEL) já recebeu mais de R$ 1 milhão em recursos estaduais nos primeiros dez meses deste ano.
A manifestação dos servidores das instituições de ensino superior deve ocorrer simultaneamente em Londrina (será na Concha Acústica, área central da cidade), Maringá, Cascavel, Guarapuava, Marechal Cândido Rondon, Ponta Grossa, Paranavaí, Toledo e Francisco Beltrão. Depois da passeata, os servidores da UEL se concentram o dia todo no Restaurante Universitário (RU).

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