Governo nomeia delegados para Interior
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 04 de junho de 2002
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Quarenta e um novos delegados de polícia foram nomeados ontem e serão designados para comarcas do interior do Paraná a partir de outubro. Eles foram selecionados em concurso público realizado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e deverão suprir as deficiências da Polícia Civil em 30 comarcas, onde atualmente não existem delegados. Entre as comarcas estão Mamborê, Reserva, Manoel Ribas, Realeza, Ribeirão Claro, Catanduvas e Santa Isabel do Ivaí.
Desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu extinguir o emprego dos delegados calça-curtas no Paraná, em junho de 2001, estas comarcas estão sendo administradas por delegacias de comarcas vizinhas. A situação estava muito difícil. Havia comarca que cuidava de outras quatro comarcas. Com a nomeação desses delegados, o problema acaba, salientou José Tavares, secretário de Estado da Segurança Pública.
Antes da decisão do STF, que tomou como base uma Ação Direta de Inconstitucionalidade ajuizada pelo Partido Social Liberal (PSL) a pedido da Associação dos Delegados de Polícia do Paraná (Adepol), o Estado mantinha 274 delegados calças-curtas (sem qualquer tipo de formação profissional ou concurso público, geralmente indicados pelas prefeituras municipais).
Os novos delegados vão iniciar um curso de quatro meses na Escola Superior de Polícia Civil no próximo dia 17. Após esta data, eles serão designados para o Interior. A legislação pede para que o tempo mínimo de permanência de um delegado no Interior seja de três anos.
Apesar das nomeações feitas ontem, o delegado Fauze Salmen, presidente da Adepol, fez novas críticas ao governo do Estado. De acordo com ele, os novos contratados não suprem as necessidades reais da Polícia Civil. Salmen destacou que o Paraná tem o menor índice nacional de policial civil por habitante, são 6 mil habitantes para cada policial civil. O ideal de acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU) seria um investigador para cada 3 mil habitantes.


