Governo negocia duas reivindicações
Carmem Murara
e Jorge Eduardo
O governador Jaime Lerner disse, à tarde, por intermédio de sua assessoria, que a contratação de técnicos e agrônomos para trabalhar nos assentamentos será providenciada tão logo seja possível. Um convênio entre o MST e o governo havia expirado em março e ficara perdido na burocracia, o que irritou os sem-terra.
Com relação à destinação de R$ 5 milhões do Paraná 12 Meses ao movimento, a resposta do governador é ‘‘que os assentados procurem as comissões municipais do programa como qualquer pequeno produtor’’. Já a privatização do Banestado é irreversível e nem será discutida pelo governo com o MST. ‘‘O Banestado será privatizado por determinação do Banco Central e reverter a situação é fora de questão’’, disse
O presidente do Banestado, Manoel Garcia Cid, passou a tarde ao telefone tentando negociar com os sem-terra. Ele orientou seus gerentes para que não tentassem reagir e deixassem que as ocupações ocorressem pacificamente. Sua única preocupação era com a preservação do patrimônio do banco. ‘‘Vocês serão tratados como hóspedes’’, disse Garcia pelo telefone a um dos líderes do MST em Paranavaí. ‘‘Afinal, vocês podem ser nossos futuros clientes.’’

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