Governo não tem prazo para acertar pagamento dos serviços de saúde
James Alberti
O presidente da Paranaprevidên cia e secretário de Planeja mento, Miguel Salomão, afirma que irá regulari zar os pagamen tos aos médicos, hospitais e laboratórios credenciados ao IPE tão logo forem normalizados os repasses de recursos feitos pela Secretaria da Fazenda. O secretário da Fazenda, Govanni Gionédis, foi procurado pela Folha, mas não foi encontrado nem retornou ligação telefônica.
Conforme Salomão, parte do dinheiro das contribuições, que poderia minizar o descredenciamento de serviços, está bloqueado pela Justiça em virtude das liminares concedidas às ações que questionam as novas alíquotas de desconto em folha. Apesar das ações, a Paranaoprevidência tem uma das menores taxas do País. Menor, inclusive, afirma o secretário, que a do governo Federal - que é de 11% para quem ganha até R$ 1.200,00 e entre 20% e 25% para quem ganha mais. Segundo Salomão, os descontos no Paraná serão de 10% para quem ganha até R$ 1.200,00. Para os que ganham mais, será de 10% até os R$ 1.200,00 e 14% sobre a parcela que exceder este valor.
Num encontro com 23 coordenadores do IPE do interior do Estado, realizado na quinta-feira passada, Salomão anunciou que, quando forem normalizados os repasses de recursos, irá negociar o fim do depósito prévio de 20% dos custos de internamento.
O secretário afirmou que a prosposta é resguardar a estrutura que o IPE já dispõe após a estruturação da Paranaprevidência. A possibilidade de extinção dos ambulatórios médicos a centros de diagnósticos de Londrina e Curitiba é criticada pela Associação dos Profissionais de Nível Superior de Saúde do IPE (Apasipe).
O presidente da Apasipe, o médico Roberto Nogueira Boscardim, disse acreditar que a única saída para viabilizar financeiramente a Paranaprevidência é a manutenção dos ambulatórios e centros de diagnóstico. Segundo ele, os cerca de 490 mil usuários do sistema - contando-se os familiares dos funcionários - devem consumir recursos da ordem de R$ 23 milhões, quase o triplo do orçamento, que é de R$ 8 milhões.
Boscardim considerou lamentável a possibilidade de cobrança de uma parcela dos procedimentos médicos, chamada de fator moderador. Para equilibrar o orçamento, disse o médico, o governo estaria estudando a possibilidade dos funcionários pagarem 50% das consultas e exames médicos - além dos descontos em folha. Boscardim considera a cobrança impopular e acredita que ela iria causar atrito entre a classe e o governo.





