Governo não tem dinheiro para o plano de carreira
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quinta-feira, 28 de agosto de 1997
Dary Júnior 
Curitiba
Djalma Vassão/Jornal do EstadoPoliciais fizeram vigília enquanto comissão negociava reivindicaçõesO Plano de Cargos e Salários da Polícia Civil é tecnicamente perfeito, mas a queda na arrecadação impede que ele seja adotado. A declaração foi dada ontem à tarde pelo secretário da Fazenda do Estado, Giovani Gionédis. Ele firmou sua posição sobre o assunto durante encontro com uma comissão do Sindicato das Classes Policiais Civis (Siclapol) e da Associação dos Escrivães, Agentes e Investigadores do Paraná.
Gionédis prometeu à comissão de policiais que vai levar o assunto à Secretaria de Administração do Estado. Como a proposta quebra a isonomia salarial com a Polícia Militar, temos de reunir as duas corporações nessa discussão, afirma o secretário. A extensão de benefícios restritos à PM, como vale-refeição e auxílio-farda, está entre as possíveis medidas alternativas à aplicação do plano de carreira na Polícia Civil.
Enquanto a negociação seguia na Secretaria da Fazenda, cerca de 300 policiais civis de todas as regiões paranaenses permaneceram em vigília na Delegacia de Vigilância e Capturas de Curitiba. Foi uma manifestação tranquila em defesa do Plano de Cargos e Salários. Também houve quem aproveitasse a ocasião para denunciar o corte da gratificação por Tempo Integral e Dedicação Exclusiva (Tide), responsável por um reajuste salarial de 49% em abril de 1995.
A Tide foi extinta pela Lei 6.134, mas apenas para 47 funcionários da Polícia Civil, denuncia o investigador aposentado Júlio César Baquero Hernandez. Afastado desde dezembro passado, ele foi obrigado a devolver todas as gratificações por Tempo Integral de Dedicação Exclusiva. Já comecei a pagar 30 parcelas de R$ 160,00, diz. Para incorporar o benefício à aposentadoria, o policial precisa receber a gratificação por três anos seguidos ou cinco alternados.
Baquero considera a lei injusta porque teve de se aposentar antes do prazo estabelecido para incorporar a gratificação, situação semelhante a de outros 46 policiais civis.


