Governo não repassa verba para APP e é acusado de retaliação
Retaliação política. Esta é a avaliação a APP-Sindicato do Professores das Redes Públicas do Paraná sobre a decisão do governo estadual em não mais descontar na folha de pagamento a mensalidade dos cerca de 40 mil professores sindicalizados, o que representa aproximadamente R$ 300 mil para a entidade. Segundo a APP, a desvinculação da contribuição sindical foi definida pela secretaria de Administração do governo ainda no início do mês de dezembro de 97, mas ninguém avisou o sindicato. A surpresa veio quando a diretoria da APP foi consultar a conta bancária, na última quinta-feira, e viu que o caixa estava vazio. A gente não tem dúvidas de que trata-se de retaliação do governo pelo postura que o Sindicato tem tomado em defesa da escola pública, aponta o secretario de política sindical da APP estadual, Luís Carlos Paixão da Rocha.
Luís Rocha aponta ainda que somente a mensalidade do sindicato dos professores deixou de ser descontada no salário: o repasse de outros sindicatos de servidores públicos foram mantidos. Os R$ 300 mil que não entraram na conta da APP representa os 3% do salário inicial descontados de cada professor sindicalizado - o que equivale a R$ 7,60. O dinheiro serve para atender toda a estrutura administrativa da entidade, que envolve 24 núcleos regionais, mais de 100 funcionários, além das várias campanhas desenvolvidas pela entidade.
Aristides Schiochet, presidente da Regional-Londrina da APP, aponta que o governo teria justificado a decisão dizendo que a taxa é compulsória. Não é verdade. Fizemos uma intensa campanha pela sindicalização e só paga quem é sindicalizado. Nossa categoria tem consciência da importância do sindicato.
A APP pretende ainda amanhã agendar uma reunião com a Secretaria de Administração para tentar reverter a decisão do governo. A Folha não conseguiu ontem encontrar o secretário de Administração, Reinhold Stephanes Júnior, para saber por que o governo deixou de descontar a mensalidade da APP.





