Governo libera R$ 8 mi para Santa Casa
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 28 de outubro de 2004
Alan Maschio<br> Reportagem Local 
A direção da Irmandade Santa Casa anunciou ontem a liberação de recursos federais da ordem de R$ 8,5 milhões para a retomada das obras de ampliação do hospital. A construção, que estava praticamente parada há dois anos, deve garantir à cidade o reforço de 180 leitos - 40 dos quais, de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) - e será entregue em março de 2006. A ampliação foi comemorada pelo secretário municipal de saúde, Silvio Fernandes, como a solução para os problemas de superlotação enfrentado pelos hospitais de Londrina.
Participaram da solenidade de assinatura do convênio que vai liberar a verba o diretor superintendente da Santa Casa, Fahad Hadad, e o provedor da Irmandade, José Cyrilo Silveira Mendes, além do secretário municipal. Segundo o superintendente, a liberação ocorreu de forma parcial. ''Até o final deste ano vamos receber R$ 1 milhão. O restante virá em 2005'', disse.
O projeto aguardava liberação pelo Ministério da Saúde há dois anos, mas as obras se iniciaram em 1994. Neste período, as reformas eram tocadas em passos lentos, com recursos estaduais e da própria Irmandade. A direção estima em mais R$ 7 milhões os investimentos necessários para a compra de equipamentos do novo prédio, que terá 11 andares, um laboratório e um heliporto. ''Os recursos adicionais para a compra de equipamentos serão providenciados com parcerias ou providenciados pela própria Irmandade'', disse Hadad.
A Santa Casa, que conta com 1,2 mil servidores e é a segunda maior instituição empregadora da cidade (atrás da prefeitura e de Universidade Estadual de Londrina), deve abrir pelo menos mais 800 novas vagas para profissionais de saúde. Os recursos necessários para a manutenção do novo prédio ainda não estão previstos no orçamento do Fundo Municipal de Saúde. ''Vamos iniciar as previsões de quanto o novo complexo vai exigir do fundo após o credenciamento dos leitos no Sistema Único de Saúde (SUS), o que deve ocorrer somente após o término das obras'', explicou o secretário. Atualmente, o Fundo repassa pouco mais de R$ 1 milhão mensais à direção do hospital.
Dos 180 novos leitos, 40 serão de UTI, 130 de internamento e 10 de observação. O número de leitos de UTI subirá dos atuais 58 para 98. Com a reforma, a Santa Casa, que dispõe de um total de 344 leitos, deve praticamente dobrar a capacidade de atendimento emergencial, estimada em 1,4 mil internações mensais pelo SUS.
Atribuindo a superlotação dos hospitais londrinenses à falta de leitos, especialmente de UTI, tanto o superintendente do hospital quanto o secretário de saúde acreditam que, com a conclusão das obras, a cidade passe a dispor de um número de quartos condizente com a demanda da região. ''Acredito que esta realmente seja a solução para um problema crônico em Londrina'', afirmou Fernandes. ''A última grande ampliação de leitos de UTI na região havia ocorrido em 2002 e não acompanhava o crescimento do norte do Estado. Até 2006, teremos capacidade para atender a região de forma satisfatória'', concluiu Hadad.


