A secretaria estadual de Sa© úde está intensificando o trabalho de combate a dengue e para isso vai mandar recursos adicionais para cerca de 90 municípios que tiveram casos autóctones da doença, inclusive Londrina. De acordo com o diretor do Centro de Saúde Ambiental da secretaria, Antonio Carlos Setti, os recursos somam R$ 194 mil, divididos em quatro parcelas.
Ontem, em Londrina, Setti ressaltou a importância da participação da população para que a meta estabelecida pelo governo federal, uma diminuição de pelo menos 50% dos casos em todo o país, seja alcançada. ''É preciso que a população dê a contrapartida e colabore para evitar que o mosquito se desenvolva. Estamos entrando no verão e muitos municípios do estado já tiveram casos de dengue e com certeza os ovos do mosquito estão armazenados'', afirmou. Segundo ele, cerca de 80% dos focos do mosquito estão em residências.
Neste ano, a secretaria de Saúde contabilizou 5.097 casos de dengue no Paraná, 4.674 autóctones, 412 importados e 11 em investigação. Em 2001, foram 1.288 casos. Em Londrina, foram 394 casos da doença, um deles de dengue hemorrágica. ''O risco de dengue hemorrágica é maior em todo o país, pois quem já teve dengue uma vez e for picado novamente corre o risco de ter a manifestação hemorrágica da doença'', disse a diretora da 17 Regional de Saúde, Rosilene Machado.
Trabalhadores contratados pelo Conselho da Mulher Empresária da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) estiveram ontem na rotatória da Avenida Leste-Oeste com a Avenida Rio Branco (zona oeste) para colocar tampas nas garrafas pet montadas em formato de árvore de Natal. Oito árvores idênticas foram instaladas em vários pontos e começaram a provocar polêmica porque as garrafas estariam acumulando água da chuva e poderiam se tornar focos de dengue.
''Estamos sempre verificando a decoração, junto com a Vigilância Sanitária, para checar se as árvores não oferecem algum risco'', afirmou a diretora do Conselho, Cláudia Prochet. Ela é coordenadora da campanha ''Recicle seu Amor por Londrina''. A gerente de epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, Josemari Campos, afirmou que as garrafas não apresentam grandes riscos. (Colaborou Fábio Galão)

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