Um grupo de 895 policiais civis toma posse nesta semana nas delegacias do Estado. São 271 homens destacados para trabalhar na capital e região metropolitana e outros 624 no interior do Estado. Essa é uma das etapas do pacote de segurança anunciado pelo governador Jaime Lerner (PFL) há um mês, que prevê investimentos de R$ 6 milhões na modernização da polícia. Apesar de algumas medidas, o plano caminha a passos lentos, prejudicado pela burocracia em algumas ações.
Para a informatização policial, o investimento de R$ 3 milhões na compra de computadores depende de licitações, assim as 200 viaturas que serão compradas. Para conseguir os coletes à prova de balas e armamento, a polícia precisa ainda da autorização do Ministério do Exército. Para isso serão utilizados R$ 1,5 milhão.
Segundo o delegado-geral Leonyl Ribeiro, apesar da burocracia, as ações estão sendo realizadas. Ocupando o cargo há sete meses, Ribeiro afirmou que a segurança está em melhores condições do que as encontradas quando assumiu. ‘‘Havia uma previsão de melhorarmos a situação em um ano, portanto agimos dentro desse prazo’’, disse. Dentro de quinze dias será apresentado o edital do concurso público para 41 delegados e 23 auxiliares de necrópsia.
A Polícia Militar recebeu a promessa de ter 750 novos policiais contratados até janeiro. A dois meses do final do ano, a assessoria da Polícia Militar ainda não tomou conhecimento de nenhum concurso.
Na área carcerária a situação ainda não melhorou. A construção da Cadeia Pública de Curitiba, com vagas para 600 presos, está na fase de estudos. ‘‘Estão sendo avaliados os terrenos, áreas e locais na cidade que podem abrigá-la’’, disse Ribeiro. O pacote de segurança prevê a transferência de todos os presos que estão nos distritos policiais do município.
Mesmo com as seguidas rebeliões na Penitenciária Central do Estado (PCE), a unidade de segurança máxima de Piraquara, com 600 vagas, está com 70% das obras concluídas. O mesmo atraso nessa obra também afeta a entrega da Cadeia Pública de Londrina com 320 vagas. Inicialmente prevista para ser em dezembro deste ano, a secretaria prorrogou o prazo para fevereiro. Na capital, a desativação do Presídio do Ahú enfrenta a falta de interesse dos empreendedores.