Os tabus e a falta de informações corretas sobre a importância da amamentação ainda são as principais razões para os baixos índices de aleitamento no Brasil. Ontem, durante a abertura da Semana Mundial de Aleitamento Materno, em Curitiba, as secretarias Estadual e Municipal da Saúde iniciaram a distribuição de folhetos informativos, em vários locais da cidade, para tentar instruir as mães sobre a importância da amamentação. Até o dia 7 de agosto, também serão realizadas palestras e peças de teatro educativas como parte das comemorações da Semana de Aleitamento Materno, que tem como tema ‘‘Amamentar é um Ato Ecológico’’.
A Secretaria Estadual da Saúde não tem dados precisos sobre os índices de aleitamento no Paraná. Sabe-se apenas que, em Curitiba, o percentual de crianças amamentadas exclusivamente com leite materno até os seis meses de idade chega a 14,3%. Apesar deste índice estar acima do percentual mínimo considerado ‘aceitável’ pelo Ministério da Saúde - estabelecido em 10% -, os números do Paraná não são muito diferentes dos percentuais no Nordeste do País.
A explicação para este quadro, segundo o coordenador estadual da Semana de Aleitamento, Nereu Henrique Mansano, é a falta de tempo e de políticas empresariais que permitam que as mulheres amamentem.
Atualmente, o Paraná tem apenas um programa de incentivo ao aleitamento, o Protegendo a Vida, criado no final de 1995, e que vem colaborando para diminuir os índices de mortalidade infantil. Em Curitiba, o Programa de Aleitamento Materno (Proama), da Secretaria Municipal da Saúde, atendeu no último ano cerca de 1.700 mães que procuraram informações sobre a forma correta de amamentar. A Central de Informações das Mães para Amamentação (Cimama) atende, em média, cinco chamadas diárias. O serviço presta atendimento por telefone, pelo número 200-1233 bip 4100775.

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