Governo estadual pode assumir obra
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terça-feira, 16 de março de 1999
Sid Sauer 
Depois de cinco anos de trabalho e cerca de R$ 7 milhões investidos, o governo federal deu adeus às obras do anel viário de Campo Mourão. Para que a obra seja concluída, a prefeitura conta agora com uma promessa feita pelo governo do Estado. O governo nos garantiu, verbalmente, que ele próprio ou a Viapar (concessionária responsável pelo Lote 2 do Anel de Integração) terminam a obra ainda este ano, disse o prefeito Tauillo Tezelli (PPS).
O anel viário começou a ser construído no final de 1993, mas as obras foram paralisadas várias vezes. Hoje, sem novas liberações de recursos do governo federal, os serviços seguem em ritmo muito lento e poucos operários trabalham na construção do viaduto sobre a BR-158, na saída para Maringá. Pelo menos não parou, consola-se o prefeito. Os atuais trabalhos já estão sendo feitos com dinheiro do governo do Estado.
Um outro viaduto, sobre a BR-487, na saída para Guarapuava, está pronto desde o ano passado, mas não pode ser usado porque faltam construir as alças. No trecho entre as saídas para Maringá e Guarapuava, já estão prontos 15 quilômetros de asfalto, que esperam apenas a sinalização. O único trecho ainda não asfaltado tem cerca de 6 quilômetros e liga as saídas para Guarapuava e para Cascavel (BR-369). Uma ponte sobre o Rio do Campo também está pronta.
No ano passado, quando começaram as construções dos dois viadutos, a prefeitura chegou a sonhar com a conclusão da obra, que deveria estar pronta em maio de 1995, até o final do ano. Com a privatização das rodovias que ligam Campo Mourão a Maringá e Campo Mourão a Cascavel, no entanto, o Ministério dos Transportes entendeu que a obrigação de concluir a obra era da concessionária que administra as duas estradas.
Orçamento da União Como as concessionárias do Anel de Integração não iniciaram sequer a duplicação das rodovias, o que também deveria ter começado no ano passado, a prefeitura de Campo Mourão ainda tentou convencer o governo federal a incluir novos recursos para a obra no orçamento geral da União. As tentativas foram por água abaixo com os cortes drásticos que tiveram que ser feitos no orçamento e atingiram em cheio o Ministério dos Transportes.
Falta muito pouco para a conclusão da obra, queixa-se Tezelli. Segundo ele, é possível terminal o anel viário com menos de R$ 2 milhões e a principal esperança da retomada dos trabalhos a todo vapor é o reajuste das tarifas do pedágio, que está em discussão. Sem o anel, todo tráfego entre Maringá e Cascavel, por exemplo, tem que passar pelo perímetro urbano. O projeto original da obra já tem mais de 20 anos.


