Curitiba - O governo do Estado e o Tribunal de Justiça do Paraná assinaram ontem um protocolo de intenções para aquisição de um terreno de 191 mil metros quadrados no Ahú. A área, que será negociada por R$ 39,2 milhões, será transformada em um parque público e estacionamento localizado atrás do futuro Centro Judiciário de Curitiba.
Os recursos para a aquisição são provenientes de um fundo criado para gerir a construção do Centro Judiciário e é composto por 50% de verbas do governo do estado e 50% de verbas do Judiciário. A previsão é que a compra seja concluída em quinze dias.
A compra do terreno, que pertence ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), foi acertada em novembro pelo governador Roberto Requião e o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador José Antônio Vidal Coelho.
O projeto do futuro parque está sob a responsabilidade do secretário de Estado de Desenvolvimento Urbano, Luiz Forte Netto. ''Recebemos só recentemente essa incumbência'', contou.
Segundo Netto, o parque deverá ter uma área verde criada a partir da recuperação da vegetação original, equipamentos de lazer e recreação e um estacionamento que irá atender além dos frequentadores da área, o Centro Judiciária. O secretário diz que o parque será o primeiro de administração estadual a ser instalado na capital do estado.
Para dar início ao projeto, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedu) irá reunir os órgãos do governo envolvidos e elaborar diretrizes para o parque. ''O próximo passo a partir da compra do terreno é a assinatura de um termo de referência da obra'', explica o secretário.
Para Netto, até junho ou julho o projeto do parque deverá ser licitado. A obra deverá ser realizada em partes. ''Como há uma parte da área ocupada irregularmente por algumas famílias, vamos começar a execução do projeto onde não há nenhum morador'', adianta.
Ocupação irregular
O secretário acredita que, como a ocupação do terreno é irregular, os moradores deverão ser ''chamados a deixar a área''. ''Certamente vamos tentar conversar, mas podemos recorrer à Justiça nos casos em que não houver acordo'', explica.
Segundo a assessoria de imprensa da Casa Civil, o assunto estaria sob análise da Procuradoria-Geral do Estado. A reportagem da FOLHA não conseguiu contato com o procurador Carlos Marés de Souza Filho para comentar o assunto.

mockup