O Governo do Paraná está intensificando o combate às enchentes nos municípios da Região Metropolitana de Curitiba, agora tendo o computador como importante aliado. O Programa de Monitoramento e Simulação de Dados Hidrológicos, da Secretaria do Meio Ambiente, vai entrar em funcionamento nos próximos meses e servirá como uma poderosa arma para se prevenir os estragos causados pelas enchentes.
Com investimentos de US$ 3 milhões, serão instalados sensores de monitoramento das cheias no Rio Iguaçu e seus afluentes que cortam algumas cidades da Região Metropolitana e em época de chuvas atingem principalmente São José dos Pinhais, Pinhais, Piraquara e Araucária.
O programa está sendo desenvolvido em duas etapas. A primeira refere-se à implantação de um software para simulação de quantidade e qualidade das águas dos rios da bacia do Alto Iguaçu. O mecanismo vai estar interligado ao radar do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) e terá capacidade de simular quanto o nível de um rio vai subir com determinada quantidade de chuva.
Para implantar o novo sistema, engenheiros da empresa dinamarquesa Danish Hidraulic Institute, responsável pelo desenvolvimento do software, estiveram no Paraná orientando os profissionais da Suderhsa. O projeto faz parte do Programa de Saneamento Ambiental da Região Metropolitana (Prosam), com financiamento do Banco Mundial (Bird) e contrapartida do Governo do Estado.
A previsão poderá ser feita com até 24 horas de antecedência. Na prática, isso significa que a Defesa Civil e as prefeituras poderão retirar as famílias que estão em áreas de risco antes das enchentes, evitando prejuízos materiais e até mesmo mortes.
A segunda etapa, que está sendo finalizada, prevê a instalação de 25 estações de monitoramento de níveis de rios, índice pluviométrico e parâmetros de qualidade das águas. Com isso, em caso de enchentes o sistema fornecerá informações periódicas de como está o nível dos rios.
Segundo Ivo Heissler, diretor da Superintendência de Desenvolvimento dos Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa), uma central irá divulgar boletins de previsão hidrológica com o objetivo de informar a população e as entidades públicas da situação dos recursos hídricos.
‘‘Em situações de risco de enchentes serão divulgados boletins de alerta sobre os níveis da água, áreas atingíveis e perspectivas a curto, médio e longo prazos para os rios, possibilitando se adotar medidas preventivas para evitar catástrofes’’, afirma Heissler.
Além disso, segundo ele, esse trabalho será importante no planejamento das questões de ocupação urbana e proteção da qualidade da água. Por exemplo, antes de instalar um novo loteamento será possível determinar o cenário da ocupação apontando quantas estações de tratamento de esgotos serão necessárias, o melhor local, entre outras medidas.
A implantação do sistema depende apenas da chegada de equipamentos que foram comprados nos Estados Unidos, Alemanha e Finlândia. ‘‘Fomos buscar conhecimentos e informações entre os melhores do mundo na área de recursos hídricos e adquirimos o que há de mais moderno em equipamentos para acompanhar o movimento e a qualidade da água dos nossos rios’’, afirma Nicolau Kluppel, diretor-presidente da Suderhsa - órgão da Secretaria de Meio Ambiente responsável pela instalação do projeto.Joel RochaControleO novo sistema vai possibilitar a retirada de famílias de áreas de risco com antecedência e segurança, evitando prejuízos materiais e até mesmo mortes
Arquivo FolhaPrevisão de cheia
poderá ser feita
com 24 horas de
antecedênciaDa Redação

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