O governador Ratinho Junior apresentou nesta sexta-feira (24), no Palácio Iguaçu, em Curitiba, os detalhes do ProMAC (Programa de Manutenção e Conservação de Rodovias) a prefeitos e lideranças de todas as regiões do Estado. Em execução desde fevereiro, o ProMAC é o maior programa de conservação rodoviária do Brasil, com investimentos de R$ 4,5 bilhões ao longo de três anos para garantir a manutenção permanente de aproximadamente 10 mil quilômetros de rodovias estaduais pavimentadas administradas pelo DER-PR (Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná).

Segundo o governador, o ProMAC representa mais um passo na estratégia do Governo do Estado de consolidar uma das melhores infraestruturas rodoviárias do País, complementando os investimentos em duplicações, pavimentação em concreto, terceiras faixas e concessões rodoviárias.

“Hoje o Paraná já foi eleito pela Confederação Nacional do Transporte com a segunda melhor malha rodoviária do Brasil. Estamos avançando muito na qualidade do pavimento com investimentos no aumento da capacidade de carga das rodovias, duplicações e agora também em manutenção para entregar uma malha rodoviária cada vez melhor, bem sinalizada, sempre com a preocupação de diminuir acidentes e levar mais segurança para quem necessita trafegar nas nossas rodovias”, afirmou Ratinho Junior.

O governador ressaltou que o ProMAC já está sendo executado em todas as regiões do Estado. “São 10 mil quilômetros de rodovias que já estão recebendo essa manutenção, com R$ 4,5 bilhões em investimentos ao longo de três anos. Hoje fizemos uma apresentação técnica aos prefeitos e lideranças, porque eles acompanham de perto esses investimentos, que ajudam inclusive a atrair novos empreendimentos para as regiões”, acrescentou.

Manutenção

Além do ProMAC, o Governo do Estado mantém outro programa específico para conservação da faixa de domínio das rodovias, com serviços como roçada, poda e capina, ampliando o conjunto de ações permanentes voltadas à manutenção da infraestrutura rodoviária.

“O Paraná tem uma economia muito forte baseada no agronegócio e depende dessas estradas para levar sua produção até o Porto de Paranaguá e exportar para cerca de 180 países. Mantendo uma boa malha rodoviária, aumentamos a eficiência logística, reduzimos custos e levamos mais segurança aos caminhoneiros e a todos que utilizam as nossas rodovias”, afirmou.

40 lotes

Dividido em 40 lotes distribuídos por todas as regiões do Paraná, o ProMAC atende 100% da malha rodoviária pavimentada administrada pelo DER/PR. O programa contempla serviços de tapa-buracos, remendos superficiais e profundos, fresagem, reperfilagem, microrrevestimento asfáltico, reforço estrutural do pavimento e selagem de trincas, definidos conforme a necessidade técnica de cada segmento rodoviário.

O valor inicialmente estimado para a contratação era de R$ 5,2 bilhões, mas a concorrência pública reduziu o custo para R$ 4,5 bilhões, garantindo economia aos cofres estaduais sem alteração do escopo dos serviços.

Segundo o secretário estadual da Infraestrutura e Logística, Fernando Furiatti, o programa foi concebido para elevar ainda mais o padrão das rodovias paranaenses. “É o maior e mais moderno programa de manutenção rodoviária do País. Hoje temos 75% da malha rodoviária do Estado classificada como ótima e queremos chegar próximo de 100%. É isso que nós vamos conseguir com esse programa, que é inovador”, afirmou.

Ele destacou que, diferentemente dos modelos tradicionais de manutenção, o ProMAC atua sobre toda a estrutura do pavimento. “Ele não considera só o estado da camada final do asfalto. Analisa toda a estrutura do pavimento. O que está abaixo da camada que a população vê também é corrigido para evitar que os problemas reapareçam rapidamente.”

De acordo com Furiatti, os 40 contratos estão sendo executados simultaneamente. “O programa começou no fim de fevereiro e início de março e hoje já está com cerca de 95% de eficiência na execução dos trabalhos. Não existe priorização de uma região sobre outra. Os 40 lotes atuam ao mesmo tempo em todo o Paraná”, comentou.

Gestão técnica

Uma das principais inovações do ProMAC é a utilização de um Sistema de Gerência de Pavimentos, desenvolvido a partir de levantamentos estruturais e funcionais realizados em toda a malha rodoviária estadual. Antes da definição das intervenções, foram avaliados indicadores como irregularidade do pavimento, afundamento em trilhas de roda, condições superficiais, resistência estrutural e volume de tráfego. Essas informações alimentam um sistema que determina, de forma técnica, a solução mais adequada para cada trecho.

O modelo também adota contratos por desempenho, nos quais as empresas são avaliadas pelos resultados obtidos, tendo como objetivo manter elevados padrões de qualidade e reduzir ao máximo a ocorrência de buracos nas rodovias estaduais.

Evolução da malha

A implantação do ProMAC acompanha a evolução dos indicadores da malha rodoviária estadual ao longo dos últimos anos. Ao final de 2018, apenas 49% das rodovias administradas pelo DER/PR eram classificadas como boas ou ótimas, enquanto 43% estavam em condição regular e 8% eram consideradas ruins ou péssimas.

Em 2025, o percentual de rodovias em boas ou ótimas condições chegou a 75%, o melhor resultado da série histórica iniciada em 2011. Os trechos classificados como ruins ou péssimos caíram para apenas 3%. Uma pesquisa recente da Confederação Nacional do Transporte (CNT) reafirmou esse dado, apontando o Paraná como o Estado com a melhor malha rodoviária da região Sul e a segunda melhor do Brasil.

Impacto econômico

Além de melhorar a infraestrutura logística do Estado, o ProMAC também serve de estímulo à economia paranaense. Um estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) em julho estima que os investimentos do programa têm potencial para gerar cerca de 108 mil postos de trabalho ao longo de sua execução.

A pesquisa também aponta que a melhoria das condições das rodovias reduz custos logísticos, diminui o consumo de combustíveis, reduz o tempo de viagem, preserva o patrimônio público e aumenta a competitividade da produção paranaense, especialmente do agronegócio e da indústria, setores que dependem de uma malha rodoviária eficiente para o escoamento da produção.

Ponte entre Santa Mariana e Florínea

O governador Ratinho Junior firmou o compromisso de construir uma ponte entre Santa Mariana, no Norte Pioneiro, e Florínea, no estado de São Paulo. O anúncio foi feito durante a 2ª edição da Aveshow, em Bandeirantes, na quinta-feira (23).

A ligação interestadual sobre o Rio Paranapanema é discutida há pelo menos dois anos e tem como objetivo melhorar a mobilidade de pessoas, serviços e mercadorias. Além disso, a estrutura vai fortalecer a economia regional, especialmente no setor agrícola. A projeção é de que a estrutura tenha 600 metros de extensão.

Para o governador, a obra representa uma nova rota de progresso para a região. “É um novo corredor de produção e do turismo religioso e de natureza. Tudo isso é fruto do ambiente que criamos: de paz, trabalho e produção, com todo mundo remando para o mesmo lado.”

Atualmente, a travessia entre o Paraná e São Paulo na região de Santa Mariana é feita por balsa, operando na divisa com o município paulista de Cândido Mota. Do lado paranaense, a construção começará no local onde hoje funciona a balsa e terminará na Rodovia do Trigo (SP-266), no lado paulista.

O prefeito de Santa Mariana, Inivaldo Batista, destacou que a ponte ampliará as oportunidades para os moradores dos dois estados. “Muitos estudantes paulistas vêm ao Paraná. Com o anúncio da faculdade de medicina em Cornélio Procópio, essa procura aumentou. A ponte é fundamental para otimizar esse deslocamento. É um momento único para a nossa cidade.”

Já o prefeito de Florínea (SP) ressaltou o impacto econômico da obra para a região. “Uma parte da cana-de-açúcar produzida em Santa Mariana, por exemplo, é industrializada no estado de São Paulo. Sem dúvida, essa ponte vai transformar a região e garantir um grande futuro.”

A proposta estabelece uma divisão de tarefas entre as partes: o Governo do Paraná será responsável pela construção da ponte, o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) elaborará o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA), e o Governo de São Paulo ficará encarregado da pavimentação da via de acesso no município de Florínea.

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