Governo diz que vai fazer licitação
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quarta-feira, 23 de julho de 1997
Curitiba 
O governo do Estado informou ontem, através de assessores, que vai realizar licitação para contratar a empresa que realizará os seminários para professores municipais em Faxinal do Céu, no município de Pinhão. A informação foi dada depois que a Folha divulgou ontem que o Palácio Iguaçu preparava contrato sem licitação com o Centro Gerencial de Educação Avançada, empresa que até março realizava os mesmos seminários para o magistério estadual.
A notícia foi baseada em confirmação de uma fonte da própria empresa, segundo a qual os seminários começariam em setembro e seguiriam a mesma linha dos anteriores. Ontem a reportagem telefonou para a sede do Centro de Educação Avançada, em Petrópolis (RJ), e uma funcionária confirmou que a empresa estava se preparando para retomar a atividade em Faxinal no mês de setembro.
Segundo a assessoria do governo, a forma como o processo de licitação será feito ainda não está definida: poderá ser através de parceria com as prefeituras ou de uma secretaria de Estado ainda não definida. A secretaria afim à área - a da Educação - está à margem do processo. O secretário Ramiro Wahrhaftig disse não ter conhecimento do assunto e chegou a telefonar para o Palácio Iguaçu atrás de informações, depois de ter sido procurado pela Folha.
A notícia de que o governo pretendia contratar a empresa de Arthur Pereira de Oliveira causou indignação entre os professores da rede estadual, segundo nota divulgada ontem pela APP-Sindicato. Segundo a nota, a informação acirrou ainda mais os ânimos dos professores, que estão em estado de greve e pretendem parar no dia 29 de agosto.
A entidade voltou a criticar o conteúdo e o custo dos seminários de Faxinal do Céu. A APP-Sindicato também contesta o fato de o governo contratar empresas privadas, quando as universidades públicas poderiam realizar este trabalho e de forma mais eficiente. O Palácio Iguaçu beneficia empresas com recursos públicos, mas alega crise financeira quando os professores reivindicam hora-atividade e reajuste salarial, diz a nota.


