Governo diz que plano da APP é inviável
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sexta-feira, 13 de novembro de 1998
Anna Camanducaia 
A manifestação organizada pela APP-Sindicato foi considerada inoportuna e de fundo político pela Secretaria de Estado da Educação. Segundo o integrante da comissão do Plano de Desenvolvimento de Pessoal da Educação (Pladepe), Luiz Walter Chalusnhak, não existe motivo para protestar contra um projeto que ainda não está concluído.
Além disso, Chalusnhak disse que o Plano de Cargos, Carreiras e Salários, proposto pela APP, é inviável porque altera a folha de pagamento da Educação de R$ 56 milhões para R$ 146 milhões por mês. A folha total do Estado é de R$ 160 milhões mensais.
A secretaria defende que o Pladepe não acaba com os avanços conquistados pela categoria, como afirma a APP. O projeto mantém promoção anual, quinquênio, gratificação para professores que trabalham em escolas de difícil acesso e adicional noturno, entre outros. Só altera o que foi determinado por lei federal, como as férias de 45 dias (em vez de 60) e a quebra da estabilidade do servidor, disse Chalusnhak.
O anteprojeto do Pladepe ficará pronto no final do mês. Em dezembro, deve ser enviado para análise dos professores para depois apresentado ao governador Jaime Lerner. Chalusnhak garantiu que o projeto não será votado durante o recesso escolar.


