‘‘O magistrado está redondamente enganado. Ele está fazendo confusão entre estabelecimento presidiário e penitenciário. A Prisão Provisória que está sendo construída em Londrina servirá como estabelecimento presidiário, para receber os detentos dos quatro distritos policiais que estão sendo processados. Ela não será um anexo da Penitenciária - para onde vão os já sentenciados - e nem funcionará como tal. O fundamental é que a obra será entregue em abril e resolverá, sim, o antigo problema de superlotação de presos nos quatro distritos policiais de Londrina.’’
Está afirmação é parte da resposta do diretor geral da Secretaria de Segurança Pública do Paraná, Fajardo Pereira Faria, ao juiz corregedor de Londrina, Roberto Ferreira do Valle, que disse anteontem, durante vistoria às obras da Prisão Provisória (PP), que por mudanças no projeto da construção este seria apenas um anexo da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) e não serviria, como um ‘cadeião’, para desafogar a superlotação dos Distritos Policiais (DPs).
Na opinião de Fajardo Faria, o juiz está se perdendo por detalhes técnicos da obra que não têm muita importância. ‘‘O fundamental é a construção e a vontade política do governo Lerner em resolver o problema da segurança em Londrina. É bobagem do juiz ficar discutindo detalhes com os engenheiros que tocam a construção. Eles não devem obrigação ao magistrado, que mais atrapalha do que ajuda com este tipo de crítica pública’’, comentou o secretário geral.
‘‘É lógico que o juiz tem o direito de fazer visitas e vistorias na construção. Toda sugestão, desde que boa e legal, será aceita. Mas o magistrado tem outros canais para fazê-las, antes de se expor aos holofotes da imprensa’’, criticou Fajardo Faria. ‘‘Em vez de ressaltar detalhes da obra que podem ser mudados em uma semana, o juiz deveria entender a solução definitiva que o governo está realizando no setor de segurança em Londrina, com a construção da Prisão Provisória e da Cadeia Pública, cuja licitação para obra sairá neste mês e deve ficar pronta ainda neste ano.’’
A Prisão Provisória, que está sendo construída pela empresa CCP de Maringá sob supervisão da Secretaria Estadual de Obras, ao lado da PEL - na zona sul da Cidade - terá capacidade para abrigar 144 presos, em 24 celas. Os quatro DPs de Londrina têm 92 vagas, mas atualmente estão com 266 presos. Neles, as rebeliões e fugas tornaram-se rotina nos últimos anos. A futura Cadeia Pública, antiga reivindicação da Cidade, está projetada para contar com cerca de 250 vagas.
Segundo Fajardo Faria, ainda não está definido entre as secretarias de Justiça e de Segurança qual será a responsável pela administração da PP, assim que ela entrar em funcionamento. ‘‘Este é um acerto que está sendo feito entre os secretários de Estado. O fundamental é que a obra está no fim e servirá ao objetivo de proporcionar maior segurança aos londrinenses.’’

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