Governo divulga hoje o novo pedágio
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quinta-feira, 16 de julho de 1998
Israel Reinstein 
A Secretaria dos Transportes comunica oficialmente hoje as concessionárias do Anel de Integração sobre a nova tabela de preços a ser cobrada nas praças de pedágio. Segundo a proposta da secretaria, a redução nos valores praticados vai variar entre 45% e 50%. Os preços vão ficar congelados por três anos, devendo voltar aos valores atuais, num período de nove anos. O diretor regional da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR), Washington Lemos Filho, disse que as empresas vão se posicionar sobre o assunto apenas quando a nova tabela estiver em mãos.
O secretário dos Transportes, Heinz Herwig, informou que o novo preço vai ser fixado pelos investimentos futuros que foram preservados. Conforme as obras programadas para cada trecho, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) vai fixar um percentual, que preserve a taxa de retorno de 18% das concessionárias, afirmou. Herwig informou que duplicações essenciais vão ser mantidas, como Ponta Grossa-Norte do Estado; Cascavel-Foz do Iguaçu; e Maringá-Campo Mourão. As outras poderão até ser assumidas pelo poder público.
Herwig explicou que o reajuste de preço, passado o terceiro ano, será feito partindo da base de 20%. O secretário entende que, a partir desse momento, as obras que foram postergadas poderão ser retomadas, podendo até ser ampliado o prazo da concessão. Mas estas situações vão ser esclarecidas em um termo aditivo a ser incluído nos contratos das concessionárias, disse.
Queremos discutir essa medida, que foi anunciada às concessionárias apenas em uma reunião, disse o diretor regional da ABCR, Washington Lemos Filho. Para ele, a medida do governo pôs abaixo todas as argumentações de que o preço cobrado era justo. Não é uma medida eleitoreira, porque se baseou apenas em critérios técnicos, afirmou Herwig.
Lemos Filho acredita que as empresas vão ser prejudicadas nas negociações com entidades internacionais para captar recursos de investimentos. Existia uma projeção de crescimento e de contrapartida, que não poderá ser cumprida com as mudanças, reclamou.


