Emerson Cervi
O Governo do Estado resolveu dispensar licitação para contratar a empreiteira que reformará o prédio do Colégio Estadual Regente Feijó, em Ponta Grossa. A escola foi interditada no dia 25 de junho por estar em péssimas condições de conservação e colocar em risco os alunos. Desde o ano passado o colégio espera recursos para reformar o telhado e rede elétrica interna. Segundo o secretário de Estado de Obras Públicas, Augusto Canto Neto, na próxima semana começa a tomada de preços de empreiteiras de Ponta Grossa e região. ‘‘A secretária da Educação está apenas definindo se os recursos serão do Programa de Expansão e Melhoria do Ensino Médio (Proem) ou do tesouro estadual’’, disse.
A proposta de dispensa de licitação foi apresentada ontem ao prefeito de Ponta Grossa, Jocelito Canto (PSDB), e ao presidente da Câmara Municipal, Delmar Pimentel (PL), em reunião no final da tarde com o governador Jaime Lerner (PFL). Jocelito Canto já esperava a dispensa da licitação devido a urgência para início das reformas. ‘‘Quando interditamos a escola o objetivo era garantir a segurança dos alunos e dar ao governador argumentos para evitar a burocracia’’, afirmou o prefeito. ‘‘O governador disse que vai a Ponta Grossa dentro de uma semana para assinar a ordem de serviço para a reforma’’, completou.
O prédio tem 72 anos e foi tombado pelo Patrimônio Histórico. Por isso o processo de licitação é mais demorado, segundo a Secretaria de Estado da Educação. Com a interdição, os 3 mil alunos do Regente Feijó ficaram sem aulas. Estão sendo construídas salas no ginásio de esportes Oscar Pereira para os alunos do colégio terminarem o ano letivo. Os custos estimados para a reforma são de R$ 538 mil. E o prazo para conclusão dos serviços é de 180 dias.
Segundo Augusto Canto, a reforma começa em agosto e em novembro ela será concluída. O orçamento para reforma do Regente Feijó é do ano passado. As obras ainda não foram iniciadas por problemas de fluxo de caixa no Proem. ‘‘Estamos resolvendo os últimos problemas de financiamento do programa, mas como se trata de uma emergência vamos iniciar imediatamente a obra em Ponta Grossa’’, disse Canto.
Existem outros 20 colégios em prédios tombados pelo Patrimônio Histórico no Paraná à espera de recursos do Proem para reformas. As licitações foram iniciadas em janeiro e a previsão do governo do Estado é que as obras comecem em outubro. Os investimentos em cada uma destas escolas vai variar de R$ 500 mil a R$ 1 milhão.
O Instituto Estadual de Educação, em Paranaguá, foi o primeiro colégio incluído no Proem a ser interditado no Estado. A interdição pela Defesa Civil foi no dia 19 de março. Desde o início do ano letivo, os 2 mil alunos do Instituto de Educação assistem aulas em salas improvisadas na Escola Estadual Ziláh Batista. A previsão para início das obras no Colégio de Paranaguá é para o mês de outubro.

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