Kraw Penas/Folha de LondrinaDificuldades têm levado à ameaça de fechamento da maternidadeA crise do HC deverá ser temporariamente amenizada com o repasse, em março, de parte do dinheiro devido pelo governo federal. A promessa de pagar 25% dos R$ 6 milhões atrasados foi feita no início do mês pelo ministro da Saúde, Carlos Albuquerque. ‘‘Seria o suficiente para evitar a suspensão de serviços’’, afirma Cerci.
Segundo ele, a paralisação do hospital não é iminente, mas não pode ser descartada se o dinheiro não vier. Numa situação extrema, o primeiro setor a parar seria o pronto-atendimento, por onde entram os pacientes mais graves. Entre internações e atendimentos ambulatoriais, o HC responde por 25% dos atendimentos feitos pelo SUS em Curitiba.
A solução definitiva passa pela atualização da tabela do SUS. Um exemplo: num trabalho de parto prematuro, o hospital gasta R$ 1.042,01 e recebe R$ 87,89 do SUS. O tratamento de um caso de osteomielite aguda (inflamação óssea) custa R$ 3 mil ao hospital, que recebe R$ 320,00.
Outra reivindicação é que o Ministério da Educação assuma integralmente a folha de pagamento do HC. Hoje, o hospital arca com 50% do custo, o equivalente a R$ 1,6 milhão mensais. Isso resulta num déficit mensal de R$ 1 milhão.

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