Governo criará sistema de alerta para desastres
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quarta-feira, 13 de abril de 2011
Adriana Franco <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Parceria entre o Governo do Estado e Defesa Civil do Paraná resultará na criação do Sistema Estadual de Monitoramento, Alerta e Alarme de Desastres. A iniciativa tem o objetivo de evitar que desastres como o ocorrido no Litoral, no mês passado, causem tantos danos. Casas foram destruídas e moradores ficaram desabrigados.
Segundo o secretário estadual de Planejamento e Coordenação Geral, Cássio Taniguchi, serão necessários pelo menos R$ 17 milhões para montar a estrutura, comprar equipamentos e veículos, contratar funcionários e ter uma equipe de apoio com técnicos habilitados. Diante da burocracia nos órgãos governamentais para liberação de recursos, Taniguchi acredita que o Sistema de Monitoramento fique pronto só no início do próximo ano. ''Uma das formas que estamos tentando usar para agilizar o processo é a inclusão da criação do Sistema como prevenção de catástrofes para conseguir financiamento junto ao Banco Mundial'', diz.
A proposta do projeto é criar uma forma de monitorar todas as possibilidades de catástrofes naturais no Paraná. De acordo com o capitão Eduardo Gomes Pinheiro, da Defesa Civil, o órgão já fez um mapeamento de risco de todo o Estado e agora vai reunir os mapeamentos feitos por outras agências públicas, como a Sanepar e Copel, por exemplo. Ele explica que a diversidade de tipos de mapas é grande, uma vez que é preciso levantar situações geomorfológicas, geológicas, hidrometeorológicas, hidrológicas e tecnológicas. Depois, o próximo passo será verificar os dados coletados e perceber onde as tragédias podem acontecer. ''O cruzamento das informações vai nos dar as certezas que precisamos na hora de agir'', aponta.
O capitão explica que com esse trabalho poderá ser verificado com antecedência as famílias que vivem em locais em situação de risco e realojá-las antes que percam tudo em um desastre. Também será possível analisar os tipos de solo de cada região e observar com riqueza de detalhes quais estão aptos para receber edificações.
Ele ressalta ainda que há anos os mapeamentos que são feitos pelo Estado ficam guardados sem serventia. Com o Sistema de Monitoramento, a situação poderá ser bem diferente, assim como ocorre nos países mais desenvolvidos.
Outros órgãos, como Copel, Sanepar, Instituto das Águas, Instituto Técnológico (Simepar) e Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), também ajudarão no processo de levantamento de dados e na parte operacional. Cerca de 30 pessoas estão envolvidas nesse início do processo.


