Governo cria comissão para estudar exigências de policiais
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quarta-feira, 25 de outubro de 2000
Dimitri do Valle De Curitiba 
Comissão de alto nível criada ontem pelo secretário de Segurança Pública, José Tavares, começa a estudar na próxima semana as reivindicações salariais dos policiais civis. A medida tenta frear a insatisfação da categoria, que se viu preterida pelo governo que negociou reajustes salariais de 60% com a Polícia Militar. A partir das 14h30 de hoje, o Sindicato das Classes Policiais Civis do Paraná (Sinclapol) faz assembléia na Sociedade Vasco da Gama, em Curitiba, para discutir a possibilidade de greve geral no Estado.
A ameaça de paralisação é vista pelo governo paranaense como uma manobra eleitoreira do Sinclapol. No próximo domingo, dia de eleição, os policiais civis vão ser obrigados a ficar de plantão nas delegacias para atender eventuais crimes eleitorais. O presidente do Sinclapol, Luiz Bordenowski, nega. Não vejo politicagem da nossa parte. Estamos brigando por nossos direitos desde 1997. Vejo sim, falta de política por parte do governo do Estado, rebateu.
Cópias de uma carta com a suposta assinatura de Bordenowski pedindo que os policiais civis votem no candidato do PT à Prefeitura de Curitiba, deputado estadual Ângelo Vanhoni, estão circulando pela cidade. O sindicalista também nega ter sido o autor do manifesto. O policial civil vota em quem quiser. Há um jogo de contra-informação, disse. Bordenowski declarou que votará em Vanhoni. Não sou petista, mas simpatizo com a candidatura dele. Não tenho nada contra o Cássio Taniguchi (PFL), acho até que ele é um bom prefeito, mas a desgraça do protegido é o protetor, afirmou Bordenowski numa referência ao governador Jaime Lerner (PFL), que lançou Taniguchi na política.
Sobre a comissão de alto nível, Bordenowski disse que não acredita em avanços nos estudos que o grupo de trabalho fará. Estamos acostumados a estas comissões que se formam e não levam a lugar nenhum, afirmou. Os secretários José Tavares e da Administração, Ricardo Cunha Smijtink, além do delegado-geral da Polícia Civil, Leonyl Ribeiro, e os 17 delegados chefes de divisões vão integrar a comissão.


