O governo Jaime Lerner (PFL) recuou ontem da decisão de não ceder as escolas estaduais para a realização do vestibular da Universidade Estadual de Londrina (UEL) na data definida pela instituição (29 de abril a 3 de maio). Mesmo assim o reitor Pedro Gordan manteve a decisão de utilizar alguns dos espaços alternativos cedidos pela comunidade londrinense.
‘‘Nós utilizaremos o Armazém da Moda, o Shopping Catuaí e o Centro de Eventos de Londrina que foram considerados locais excelentes para as provas e de fácil acesso para os estudantes. Também utilizaremos oito escolas estaduais e uma municipal.’’ O reitor explicou que as carteiras para esses locais alternativos virão da própria universidade.
Ontem pela manhã o governador telefonou para o reitor e pediu explicações sobre qual a diferença entre a realização das provas em uma data ou a outra. Gordan explicou que com a realização do vestibular de 29 de abril a 3 de maio as escolas perdem menos dias de aula. ‘‘O governador entendeu que a nossa sugestão era mais viável. Como as provas de habilidades específicas serão feitas no campus as escolas terão um dia para serem colocadas em ordem.’’
Para o reitor, a mobilização da comunidade foi fundamental na decisão do governo e fortaleceu a UEL. ‘‘Só temos a agradecer a todos que ofereceram os locais, à profa. Magda Tuma (secretária de Educação do Município) que conseguiu várias carteiras e à comunidade que se mobilizou para que o vestibular fosse realizado.’’
Gordan considera que a decisão da secretária de Educação do Estado, Alcyone Saliba ‘‘foi infeliz e sua atitude intransigente ao não ceder as escolas’’. Segundo o reitor a intervenção do líder do governo na Assembléia Legislativa, deputado Durval Amaral (PFL), foi muito importante para desfecho do caso.
Amaral afirmou que prevaleceu o bom senso e o ‘‘espírito conciliador’’ do governador. Ele reafirmou que os interesses de um membro do governo não podem ser mais importantes do que os interesses comunitários. ‘‘Foi uma decisão político-administrativa do governo’’, completou.
Saliba, que era contra a cessão das escolas, comentou através da Agência Estadual de Notícias que a decisão do governador Jaime Lerner ‘‘é mais uma prova da boa vontade do governo em ajudar a universidade de Londrina’’.
Os alunos da rede estadual perderão três dias de aulas que deverão ser repostos nos dias 4, 11 e 18 de maio.

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