O governo do Estado decidiu no final da tarde de ontem constituir uma comissão para negociar com as mulheres de policiais militares, em reunião hoje em Londrina. O comandante geral da Polícia Militar, coronel Gilberto Foltran, um dos integrantes da comissão, adiantou que o governo não vai apresentar qualquer proposta alternativa. A intenção é apenas esclarecer que o governo não tem condições de conceder reajuste no momento.
A proposta da reunião foi feita por telefone pelo coronel Foltran às mulheres de PMs. Segundo as representantes da associação, Foltran teria prometido se deslocar junto com secretários de Estado para fazer a reunião em Londrina, ‘‘onde a situação é mais grave’’. Até as 20h30, o coronel Foltran – que havia prometido definição de local e horário da reunião ainda ontem – não havia mais entrado em contato com as esposas.
Além de Foltran, devem integrar a comissão o secretáriio da Administração, Ricardo Smijtink, o chefe da Casa Civil, Alceni Guerra, e o secretário de Segurança, José Tavares.
A principal reivindicação das mulheres dos policiais militares é o retorno da gratificação chamada PM Especial, que representa aumento de cerca de 38% sobre o salário. Hoje, apenas 542 policiais recebem a gratificação obtida a partir de ação na justiça.
‘‘Em Curitiba, não aceitamos conversar’’, garantiu Maria da Conceição dos Santos, relações públicas da Associação de Esposas de Policiais Militares de Londrina, disposta a comandar o grupo mesmo sob chuva e uma temperatura de 15 graus, que ameaçava cair com o avanço da noite. ‘‘É uma vitória. Nos últimos meses, já fomos 19 vezes a Curitiba e eles não quiseram nem começar a conversar’’, disse Conceição.

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