Governo aumenta efetivo do batalhão de Paranavaí
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segunda-feira, 26 de outubro de 1998
Da Redação 
O secretário de Segurança, Rubens Abrahão Tanure, informou ontem, em Curitiba, por intermédio de sua assessoria, ter determinado o aumento do efetivo do Batalhão da Polícia Militar em Paranavaí, Noroeste do Estado. Na região há 46 fazendas ocupadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Reunidos domingo em Terra Rica, a 57 quilômetros de Paranavaí, proprietários rurais decidiram dar prazo de uma semana para que o governo cumpra mandados de reintegração de posse de 21 fazendas. Do contrário, ameaçam, podem fazer as desocupações usando seguranças.
De acordo com a assessoria de Rubens Tanure, a PM e a Polícia Civil estão prontas a enfrentar qualquer tentativa de desestabilização da ordem na região. O governo, segundo o secretário, não vai permitir qualquer tipo de conflito na área rural do Paraná. A Secretaria da Segurança, por determinação de Tanure, entende que a contratação de seguranças por fazendeiros não é crime, mas tomará providências legais se ficar caracterizada formação de quadrilha ou de milícia particular. A Secretaria vai desmantelar (as quadrilhas ou milícias) e indiciar os fazendeiros, informou a assessoria.
Números oficiais apontam a existência de 54 áreas invadidas no Paraná. São 33 pedidos de reintegração de posse determinados pela Justiça, mas 15 já têm decreto de desapropriação e há algumas áreas sub judice. Segundo a Secretaria da Segurança, há ainda algumas áreas ocupadas que são objeto de negociação entre proprietários, Incra, Secretaria de Assuntos Fundiários e MST.
Segundo a União Democrática Ruralista (UDR), existem 84 fazendas invadidas no Paraná, das quais 62 estão sob ordem liminar de reintegração de posse. Os proprietários rurais também defendem a extinção do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Para os ruralistas, a reforma agrária deve ser municipalizada.


