A América Latina Logística (ALL) é a única empresa concessionária de ferrovias no País que teve o desempenho avaliado como ‘‘excelente’’ pela Secretaria de Transportes Terrestres (STT), órgão do Ministério dos Transportes responsável pela fiscalização do setor. Sua nota foi 82,69, a mais alta entre as seis companhias monitoradas. As demais foram classificadas como de ‘‘bom’’ desempenho. A pior nota foi 65,81, da Ferrovia Novoeste S/A, que opera nos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul.
A avaliação é realizada com base em inspeções operacionais, feita pessoalmente por técnicos do órgão nos escritórios e instalações das ferrovias, e análise de dados econômico-financeiros fornecidos pelas empresas. As informações que a embasaram são relativas ao biênio 97-98. As informações estão disponíveis no site do Ministério dos Transportes na Internet (www.transportes.gov.br).
Os principais quesitos avaliados são o investimento realizado, a redução de acidentes, o aumento da produtividade por funcionário, a satisfação dos usuários e o percentual obtido da meta de produção apresentada quando a concessionária assinou o contrato com o governo.
Apesar de não ter atingido a meta no primeiro ano de concessão, a ALL foi a empresa que apresentou o melhor desempenho. Nos três anos em que opera, por exemplo, a Ferropar não conseguiu superar metade do volume que se propunha transportar quando assumiu a antiga Ferroeste. A previsão de movimentar 1,2 milhão de toneladas no primeiro ano (97) só deverá ser atingida em 2000.
No quesito satisfação do usuário, a ALL foi apenas a sexta empresa com melhor avaliação, obtendo nota 66,25. Foi superada até pela Ferropar, que ficou na quinta posição, como nota 68,64. Essa avaliação foi feita por meio de uma pesquisa entre as empresas que são clientes das concessionárias, realizada de janeiro a março deste ano. Elas deram notas a preços de frete, acessibilidade, segurança e confiabilidade do serviço prestado.
Em relação aos acidentes, a ALL conseguiu reduzir pela metade o número de ocorrências desde a privatização. No primeiro ano, foram registrados 83 acidentes, contra 42 neste ano. O índice é calculado com base em ocorrências por milhões de TKMs (a soma da distância percorrida por todas as composições da concessionária durante o ano).

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