Governo aposta na construção de cadeias
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sexta-feira, 15 de setembro de 2000
Luciana Pombo De Curitiba 
O governo do Estado anunciou ontem, durante a divulgação do novo Plano Estadual de Segurança Pública, a retirada dos cerca de mil presos dos distritos e delegacias especializadas de Curitiba e região metropolitana. O governador Jaime Lerner também apresentou o projeto para a construção de uma cadeia pública na Cidade Industrial de Curitiba (CIC) e o edital de licitação para a contratação de uma empresa que fará a desativação da Penitenciária Provisória de Curitiba (Ahú).
A empresa vencedora deverá ainda construir três novos presídios em Piraquara, na Grande Curitiba, com capacidade total para 1,4 mil vagas. Atualmente, o Presídio do Ahú comporta 900 detentos. Isto nos dará capacidade para a relocação de todos os presos dos distritos e delegacias de Curitiba, acabando com a superlotação e desrespeito dos direitos dos detentos, disse Leonyl Ribeiro, delegado geral da Polícia Civil. O prédio do presídio será tombado e poderá ser transformado num espaço comercial.
Com as medidas, Lerner acredita que sejam liberados cerca de 600 investigadores para as ruas de Curitiba, que anteriormente tinham que cuidar dos presos. A Capital paranaense também deverá ganhar um acréscimo de 750 novos policiais militares, que serão contratados através de concurso público, já autorizado pelo governador. Quarenta e cinco novos delegados de polícia também serão contratados mediante concurso.
Ainda não foi definido como deverá ser o esquema de segurança da futura Cadeia Pública de Curitiba. De acordo com o secretário de Segurança, José Tavares, a guarda interna e externa poderá ser feita através de terceirização. O interior ganha reforço de policiamento ostensivo a partir do ano que vem, com a abertura de novo concurso para outros 750 policiais militares. Foram nomeados ontem 895 novos policiais civis para Curitiba e interior.
O problema da superlotação de delegacias no interior do Estado também deverá ser resolvido. Foram anunciadas obras para a conclusão da Cadeia Pública de Londrina (320 vagas), Penitenciária Industrial de Cascavel (240 vagas), Penitenciária Industrial de Maringá (300 vagas) e Cadeia Pública de Foz do Iguaçu (400 vagas). Já estão em estudo penitenciárias industriais para Campo Mourão e Ponta Grossa.
O governador não soube precisar o montante de recursos que serão usados para cumprir todas as metas anunciadas. Mas garantiu que todas as promessas serão cumpridas. Com os R$ 15 milhões que serão liberados este ano pelo governo federal, será realizada a reforma de mais de 60 cadeias do interior, além de reequipar as polícias Civil e Militar e modernizar o Instituto de Criminalística e o Instituto Médico Legal.


