Governo anuncia reajuste dos professores
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segunda-feira, 25 de julho de 2005
Andréa Bordinhão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O governo do Estado anunciou ontem que vai encaminhar à Assembléia Legislativa um projeto de lei com a proposta de reajuste salarial aos professores das universidades estaduais do Paraná. Os índices variam entre 10,14% e 32,6%. A proposta foi confirmada ontem pelo governador Roberto Requião (PMDB) durante um encontro com os reitores e diretores das universidades e faculdades estaduais.
O reajuste dos professores, de acordo com a secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, vai gerar um impacto de R$ 3,9 milhões mensais nas contas do Estado. Mesmo assim, a reivindicação da categoria era de pelo menos 60% de aumento, para quatro anos de defasagem.
A diferença entre os índices de reajuste para cada classe de professor existe, segundo o governador, para ''acabar com diferenças salariais entre aqueles que estão no mesmo enquadramento e promover um reajuste para os que estavam ganhando menos.'' ''Isso vai permitir que quando o governo der aumento linear, esse aumento seja igual para todos. Do jeito que está, um aumento linear só faz crescer as diferenças'', explicou Requião durante a reunião. Segundo o governo do Estado, 7,8 mil professores de 16 instituições (cinco universidades e 11 faculdades) receberão o reajuste. No projeto de reajuste, de acordo com o governo, as tabelas de vencimento e a forma de cálculos de gratificações foram padronizadas. Até então, cada universidade e faculdade tinha regra própria.
A presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Unioeste (Sinteoeste), Fátima Villas Boas, preferiu não comentar a proposta do governo antes de anunciá-la entre os professores e ter uma resposta da categoria. O mesmo informou a presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Unicentro (Sintesu), Maria Aparecida Morozini. A reportagem da Folha não conseguiu localizar ninguém do Sindicato dos Professores da UEPG (Sintespo) para comentar o assunto. A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino Superior de Maringá (Sinteemar), Ana Estela Codato Silva, afirmou que a o reajuste deveria ser bem maior. Segundo ela a proposta será apresentada aos docentes e, mesmo se aceita, os sindicatos vão continuar brigando por um índice maior.
Além do reajuste, Requião afirmou que vai assinar hoje, durante a reunião semanal do secretariado, um decreto que regulariza o cargo de 10,5 mil servidores do ensino superior. São pessoas que trabalhavam ocupando cargos e funções que não eram formalizados por ato legal. Segundo o governo, esses funcionários tinham problemas com o Tribunal de Contas do Estado ao entrar com pedido de aposentadoria. Esta é uma reivindicação antiga da categoria, que demorou porque foi preciso fazer um rastreamento da vida funcional de todos os servidores.


