Curitiba - O governo do Estado pretende enviar à Assembléia Legislativa até maio um projeto para a criação do IPE-Saúde, uma autarquia que irá gerir o sistema de saúde dos funcionários públicos estaduais e seus dependentes. Segundo o secretário estadual da Administração, Reinhold Stephanes, a autarquia deve estar em pleno funcionamento no período de um ano, data em que será cancelado o Sistema de Assistência a Saúde (SAS), entidade que coordena atualmente o atendimento aos servidores estaduais.
O nome da autarquia foi escolhido para lembrar o Instituto de Previdência do Estado (IPE), que realizava a gestão do atendimento aos servidores antes de ser desativado pelo ex-governador Jaime Lerner (PFL). A reativação do IPE foi uma das promessas de campanha do governador Roberto Requião (PMDB). ''O nome é apenas uma alusão, uma vez que o Estado não pode mais vincular previdência e saúde, de acordo com uma lei federal'', explicou Stephanes.
De acordo com o secretário, o objetivo da criação do IPE-Saúde é ampliar o atendimento aos 360 mil servidores, dependentes e pensionistas que serão beneficiados pelo novo sistema. ''Atualmente, o SAS não cobre alguns procedimentos de alta complexidade, e não oferece médicos em todas as especialidades'', afirmou Stephanes.
Outra diferença do IPE-Saúde será a realização de convênios com hospitais em todas as regiões do Estado. Segundo o secretário, o fato dos servidores atendidos pelo SAS só disporem de 11 hospitais regionais para o atendimento tem feito com que os usuários não utilizem o sistema. De acordo com o secretário, o IPE-Saúde terá dois ambulatórios fixos, em Curitiba e Londrina. Os servidores de outras cidades terão a possibilidade de ser atendido através dos convênios com outros hospitais e clínicas.
''Temos informações que cerca de 40% dos usuários do SAS sequer procuram a assistência médica pela dificuldade de atendimento. Uma pessoa de Ponta Grossa que precisar ser atendida precisa vir a Curitiba, por exemplo. Nisso, ela perde um dia de trabalho'', comentou Stephanes.
Segundo o secretário, o Hospital da Polícia Militar, em Curitiba, também deve estar totalmente operacional nos próximos meses. Stephanes acredita que até julho o hospital poderá estar com todos os leitos disponíveis. A reabertura do hospital também foi uma das promessas de campanha de Requião. ''Pelo que estamos analisando, até o final do ano conseguiremos cumprir todas os compromissos assumidos em campanha'', disse Stephanes.

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