Governo antecipa criação de curso técnico
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quarta-feira, 17 de junho de 1998
Da Redação 
A Secretaria da Educação jáá definiu os currículos dos novos cursos técnicos agrícolas, que serão os primeiros do País na faixa do pós-médio, ou seja, cursos oferecidos para os alunos que concluíram o segundo grau. Serão quatro cursos que vão atender, a partir do segundo semestre deste ano, as principais necessidades do setor rural: agricultura, piscicultura, técnico florestal e em zootecnia. Todos realizados em período integral e com duração de um ano a um ano e meio.
O governo do Paranáá também definiu para este ano a instalação de cursos técnicos de nível pós-médio para o setor terciáário e industrial. Em julho, o Colégio Estadual Presidente Lamenha Lins, em Curitiba, abre matrícula para cursos de informáática e gestão empresarial. Outras escolas poderão optar entre estes cursos e os de publicidade e vendas. Na áárea industrial, seis escolas do Estado vão oferecer cursos de eletrônica, eletromecânica, mecânica, química e alimentos.
Foi a preocupação com a melhoria da formação profissional que motivou o governo do Estado a antecipar as mudanças nos cursos técnicos. Previstas na nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação, as alterações sugeridas para o ensino médio jáá haviam sido planejadas háá dois anos pela Secretaria da Educação do Paranáá, por isso, os últimos alunos dos antigos cursos técnicos estão se formando neste ano.
Nos novos cursos agrícolas, o governo espera atender preferencialmente jovens oriundos do meio rural, para que depois eles retornem às suas propriedades e possam promover o desenvolvimento regional, diz o professor Jeferson Ferreira Lage, da Coordenação dos Cursos Agrícolas. Serão formados 1.400 técnicos agrícolas por ano.
O curso pós-médio é mais direcionado e como é dirigido a estudantes que jáá concluíram o Ensino Médio, o antigo segundo grau, pode formar profissionais com mais maturidade para definir sua opção profissional e econômica, ressalta.
Os novos cursos técnicos agrícolas serão ofertados nas 14 unidades do setor mantidas pela Secretaria da Educação - 13 colégios agrícolas e um florestal. As escolas estão concentradas em seis centros regionais. O centro Norte, que inclui as cidades de Apucarana, Santa Mariana e Cambaráá; Sul, formado por Castro, Arapoti e Palmeiras; Centro Oeste, por Guarapuava, Irati e Rio Negro; Sudoeste, por Clevelândia e Francisco Beltrão; Oeste, cobrindo as cidades de Foz do Iguaçu e Toledo; e Noroeste, regional que atende as cidades de Umuarama e Diamante do Norte.
Todas as escolas foram beneficiadas com verbas do Proem (Programa de Expansão e Melhoria do Ensino Médio, e estão definindo as reformas e ampliações que deverão realizar. Além da reestruturação física, também vão capacitar os professores, geralmente engenheiros agrônomos, florestais, zootecnistas, veteriná© ários e biólogos, para atender a nova modalidade de ensino. Em julho, diretores e educadores de todos os colégios agrícolas participam da primeira etapa de capacitação.
Cada escola teráá no mááximo duas turmas por curso, com até 30 alunos. E vai oferecer cursos de acordo com a necessidade da região. Além de outros especiais para agricultores, que têm como único pré-requisito a conclusão da 4ª série. Estes cursos terão duração de 40 a 80 horas e serão desenvolvidos em conjunto com a Secretaria da Agricultura.
Esta parceria estáá prevista no Programa de Apoio ao Pequeno Agricultor e foi iniciada experimentalmente no ano passado, quando foram formados 150 agricultores. De acordo com Lage, a meta do governo é formar, por ano, 14 mil pequenos proprietáários rurais, oferecendo cursos relacionados à agricultura, bovinocultura, suinocultura, desenvolvimento e administração de propriedades rurais, entre outros.Os novos cursos agrícolas vão atender às necessidades do setor e formar profissionais que possam ajudar o desenvolvimento regional
DivulgaçãoProfissionalizaçãoOs novos cursos vão formar 1,4 mil técnicos agrícolas por ano, em sua maior parte jovens moradores da áárea ruralMeta do Governo
é formar, por ano,
14 mil pequenos
proprietáários rurais


