Governo ameaça descontar dias parados de agentes
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quarta-feira, 27 de junho de 2001
Israel ReinsteinDe Curitiba 
O governo estadual resolveu endurecer com os agentes da Penitenciária Central do Estado (PCE). O coordenador do Departamento Penitenciário (Depen), Pedro Marcondes, promete não pagar os dias parados e também retirar o adicional de periculosidade caso os servidores não retornem ao trabalho. No entanto, o Sindicato dos Servidores Penitenciários do Paraná promete retaliar, pedindo a realização de uma vistoria no presídio.
A postura mais dura do governo foi uma reação a ameaça dos servidores de parar por tempo indeterminado, se houver transferência de servidores de cidades do interior para trabalhar na PCE. Os agentes consideram que a penitenciária não tem condições de funcionamento por não apresentar condições ideais de estrutura física, bem como de segurança. Os servidores teriam que ter voltado ao trabalho na quinta-feira da semana passada.
Não é má vontade, mas receio de colocar vidas em risco, afirmou a presidente do sindicato da categoria, Sandra Duarte. O coordenador do Depen, Pedro Marcondes, disse que o governo já fez o trabalho de recuperação da PCE. De acordo com informações do Depen, os policiais militares realizaram uma triagem no local, retirando todos os materiais que poderiam colocar em risco os servidores.
Mesmo com a vistoria da PM, os agentes ainda sentem-se inseguros. Para não serem acusados de abandono de trabalho, eles estão indo ao presídio apenas para assinar o ponto. Estamos negociando com os deputados estaduais para conseguir convencer o governo a negociar mudanças no sistema de segurança dos presídios, afirmou Sandra Duarte.
Caso não consigam criar esse canal de conversação, os agentes vão solicitar a interferência do Ministério Público Estadual, para que seja feita uma vistoria no presídio. Voltar ao trabalho pode significar novas mortes, disse Sandra.


