Governo ameaça cortar salário de professores
O governo do Paraná divulgou, no início da noite de ontem, uma nota oficial convocando professores e funcionários da Universidade Estadual de Londrina (UEL) a retornar ao trabalho na próxima segunda-feira. Caso contrário, eles não receberão o salário de junho. Para isso, o governo utiliza como arma a recém-promulgada Lei de Responsabilidade Fiscal.
Antes de receber este comunicado, o comando de greve da UEL já havia decidido em assembléia unificada discutir o boicote ao vestibular de inverno. Durante o feriado prolongado uma comissão estudará meios legais para interromper o processo. Este foi o resultado de um encontro que reuniu cerca de mil pessoas entre professores, alunos e funcionários no ginásio de esportes do Centro de Educação Física (CEF), ontem à tarde.
Representantes do Sindicato dos Professores de Londrina (Sindprol) transmitiram à categoria as últimas informações sobre as negociações com o governo. Segundo o presidente do Sindprol, Cesar Antonio Caggiano, não há muitas novidades. A mais importante é a criação de uma equipe estadual formada por deputados, Comitê de Defesa do Ensino Superior e Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI). Ela vai discutir a questão da reposição salarial, incluindo a possibilidade de aumentar o repasse do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para as instituições. A reitoria da UEL preferiu não se manifestar sobre a ameaça de boicote ao vestibular.
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