Caso a greve afete os serviços públicos, o governo estadual ameaça cortar o ponto dos funcionários parados. O secretário de Administração, Ricardo Smijtink, disse que o governador Jaime Lerner (PFL) não vai admitir ''radicalismo''. ''O governo sempre se dispôs a conversar e já mostrou aos servidores que agora não pode reajustar salário. Por isso, a paralisação prejudica a busca de uma solução'', afirmou.

Smijtink disse que somente depois da venda da Copel o governo estadual poderá discutir um possível reajuste de salário. ''A partir de novembro, a situação será outra e o Estado vai atender esse pedido justo, que é o aumento dos salários'', afirmou.

O secretário disse que, agora, o governo não tem como estabelecer parâmetros de reajuste. No entanto, Smijtink admite que os salários estão defasados entre 20% a 30% em relação aos pagos no mercado. ''Mas os servidores têm benefícios, como a aposentadoria integral, que outros empregados não recebem.''

Apesar de reconhecer a defasagem salarial, Smijtink rejeitou a possibilidade de dar 50% de aumento para os funcionários. Ele entende que um reajuste nesse patamar afetaria as contas do Estado. O secretário declarou que é preciso cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). ''Ao aumentar os salários, o governo terá que compensar o gasto com aumento da receita ou corte de investimentos.'' (I.R.)

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