A discussão sobre melhorias salariais para os policiais militares foi adiada para fevereiro. A categoria, que ameaçava greve e manifestações antes do período eleitoral e que tinha a - promessa de resolução de todas as reivindicações salariais – tive que aceitar ontem a proposta de continuar as negociações e discutir salários apenas em fevereiro.
Ontem, enquanto os presidentes de entidades e associações militares se reuniam com os secretários de Estado, comandantes de batalhões do interior recebiam as informações e orientações no no Quartel Geral da Polícia Militar. ‘‘Não existe qualquer solução para o problema no momento. Os policiais terão que esperar para fevereiro’’, orientou o coronel Guaraci Moraes Barros, comandante da Polícia Militar.
No Palácio Iguaçu, praças e oficiais ouviram as ‘desculpas’ do Estado para a não implantação de uma lei de reescalonamento para possibilitar melhorias salariais para a categoria. ‘‘Nossa maior dificuldade é a Lei de Responsabilidade Fiscal, que nos impede de dar qualquer tipo de reajuste ou aumento para o funcionalismo público’’, afirmou o secretário-chefe da Casa Civil, Alceni Guerra.
O secretário de Estado de Integração Regional, Mário Edson Fischer – que coordena as áreas de Segurança, Justiça e Cidadania – disse que foi estabelecido um cronograma de ações para serem desenvolvidas nos próximos meses. O Estado se comprometeu a solucionar questões emergenciais no setor da saúde e da habitação para os servidores militares.
A expectativa é que em fevereiro, com as contas já avaliadas e a possibilidade efetiva da privatização da Copel, o governo tenha condições de promover aumentos salariais para as polícias civil e militar. ‘‘Temos a possibilidade de reequilibrar as contas do Estado e colocar os inativos na Paraná Previdência caso a Copel seja privatizada’’, avaliou José Cid Campêlo Filho, secretário de Estado de Governo.
Os representantes do Fórum das Entidades Representativas da PM ficaram frustrados com a decisão do governo. ‘‘Recebemos a notícia com bastante tristeza. Esperávamos que essa situação já estivesse resolvida’’, disse o coordenador do Fórum, coronel Honório Olavo Bortolini. Apesar do adiamento, ele ponderou que as negociações ainda não devem ser encerradas, já que o governo postergou a decisão para fevereiro. Em assembléia realizada ontem à tarde, os praças da corporação também decidiram esperar. ‘‘Nenhuma manifestação será feita, apesar das promessas politqueiras do governador. Estamos fazendo isso em respeito á população de Curitiba e do Paranᒒ, disse Bortolini.
Hoje, o Estado deverá ter reuniões com representantes da Polícia Civil para discutir a reivindicação de investigadores e escrivães. Amanhã, às 17 horas, serão ouvidos ainda os integrantes de movimentos sindicais da categoria. ‘‘Mesmo que a Polícia Militar não faça nada, poderemos reagir e entrar em greve’’, ameaçou Luiz Bordenowski, presidente do Sindicato das Classes Policiais Civis (Sinclapol).

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