Governadora limita uso de bala de borracha
Emerson Cervi
De Curitiba
A governadora em exercício Emilia Belinati (PTB) determinou ontem ao Secretário de Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira, e ao Secretário dos Transportes, Heinz Herwig, que sejam tomadas providências para evitar conflitos como o que aconteceu entre a Polícia Militar e moradores de Londrina, durante protesto realizado na segunda-feira. Ela pediu ao secretário de Segurança o recolhimento das balas de borracha da PM e a instauração de um inquérito policial para apurar possíveis abusos de comandantes da operação.
Lamento o que aconteceu em Londrina, esse tipo de violência não pode se repetir, afirmou Emilia Belinati. A partir de agora a polícia do Paraná só poderá usar balas de borracha em manifestações populares espontâneas com autorização expressa do secretário, disse. No final da tarde a assessoria do secretário de segurança informou que os policiais vão continuar portando balas de borracha para controle de manifestações públicas. Esse tipo de bala poderá ser usado com autorização expressa do comandante do batalhão policial e não do Secretário de Segurança, segundo a assessoria.
Emilia Belinati determinou ao diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) do Paraná, Paulinho Dalmaz, adoção de medidas para melhoria da segurança no trecho urbano da BR-369, em Londrina. A melhor alternativa, segundo a governadora em exercício, será a instalação de passarelas para de pedestres. Os estudos em conjunto do DER, a concessionária da rodovia e prefeitura de Londrina para melhorar a segurança naquele trecho já começaram, disse Dalmaz. Ele não soube informar o prazo para conclusão das análises.
Na noite de domingo o menor Diego Bueno, 13 anos, foi atropelado no cruzamento da Avenida Brasília (BR-369) com a Rua Suindará, região leste de Londrina. O motorista fugiu do local sem prestar socorro à vítima. Segundo testemunhas, ele disputava um racha com outro carro e furou o sinal vermelho. Na segunda-feira a população da região, revoltada, fechou a pista nos dois sentidos. A tropa de choque foi chamada para terminar com a manifestação e liberar o tráfego. Houve confronto e a PM usou balas de borracha, gás lacrimogênio e bomba de efeito moral contra os populares. Várias pessoas foram presas e outras ficaram feridas.
Na opinião do secretário Cândido Martins os policiais cometeram alguns excessos técnicos na operação de desobstrução da avenida. Até ontem à tarde o secretário esperava um relatório do comandante do 5º Batalhão de Polícia Militar, coronel Silvio José Mazalotti, sobre a operação. Ele não pretende afastar nenhum policial de suas funções antes do Inquérito Policial Militar (IPM) ser concluído. As investigações é que mostrarão possíveis responsáveis, não posso antecipar nada antes do IPM estar concluído, afirmou.





