Goteiras tomam conta de prédio da 17ª Regional de Saúde
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terça-feira, 08 de setembro de 2015
Rafael Souza<br>Reportagem Local 
Funcionários da 17ª Regional de Saúde de Londrina tiveram trabalho ao chegar para o expediente de ontem. A primeira atividade do dia foi secar as poças de água que invadiram o pavimento térreo do prédio por conta das goteiras e infiltrações. A cena já não é novidade há algum tempo e se repete sempre que chove mais forte.
Construído há mais de 25 anos, o prédio, localizado na Rua Piauí (centro), apresenta problemas estruturais que comprometem o funcionamento da subdivisão de saúde do Estado. Além das infiltrações, o local também tem problemas na rede elétrica. "Quando chove é complicado, porque toda vez fica esse aguaceiro", citou a supervisora da limpeza, Enedina Benedito, que é contratada de uma empresa terceirizada.
A situação ficou ainda pior para os funcionários depois que o elevador parou de funcionar há dez dias, quando o disjuntor queimou. Como o prédio é de quatro pavimentos, a única opção são as escadas. "Acho que sou a que mais sobe essas escadas, são pelo menos umas dez vezes ao dia. Nos primeiros dias dava até cãimbra, agora já acostumei, mas não é fácil. A gente está torcendo para que arrume o quanto antes", contou a funcionária.
O chefe de divisão administrativa, José Maria Ferraz, disse que há uma empresa que realiza a manutenção mensal do elevador, e que é paga pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesa). Segundo ele, o defeito já foi detectado e o procedimento para compra da peça nova já foi iniciado. "Elevador estraga em qualquer lugar. Estamos aguardando a peça nova um disjuntor mais moderna, para que o problema não venha a se repetir", revelou o diretor, sem adiantar uma previsão para o conserto do equipamento. Segundo ele, a Regional tem entre 80 e 100 funcionários.
Mesmo assim, a intenção da diretoria da 17ª Regional de Saúde não é permanecer no prédio por muito tempo. Por conta dos problemas, a chefia já trabalha para levar a sede para outro local. "Estamos trabalhando no sentido de conseguir uma sede própria ou até mesmo ir para um outro prédio cedido pelo poder público, que seja propício para o atendimento ao público e também visando economizar o dinheiro com o aluguel, que ao longo do tempo significa uma economia importante", explicou Ferraz. Atualmente, a Sesa paga R$ 17 mil mensais de aluguel. A estrutura do órgão está instalada no local desde o final de 2006.
Ao menos o atendimento ao público, centralizado na Farmácia Paraná, não tem sido prejudicado, já que este tem sido realizado no térreo e em uma área ainda não atingida pelas goteiras e infiltrações.


