Marcelo AlmeidaPromessaCasa da Memória deve ter nova sede no segundo semestre de 99Enquanto aguarda a conclusão das obras de um novo prédio para abrigar seu acervo, a direção da Casa da Memória faz malabarismos para evitar danos ao patrimônio histórico. A previsão mais otimista, no entanto, indica que a inauguração só deve acontecer no segundo semestre do ano que vem na esquinas das ruas São Francisco e Nestor de Castro, no Centro de Curitiba.
Como a Casa da Memória, no Largo da Ordem, não dispõe de salas climatizadas, os funcionários manuseiam toda a documentação antiga com luvas para proteger o acervo e o próprio usuário. Uma das formas encontradas para preservar o acervo é produzir cópias fotográficas dos documentos, enquanto os originais ficam guardados.
‘‘Não poderemos dar soluções domésticas eternamente’’, avisa Ana Luiza Hladczuk, coordenadora da Casa da Memória. A diretora do Patrimônio Histórico e Cultural, Oksana Boruszenko, conta que a instituição já funcionou ‘‘em vários locais, mas nenhum deles era o ideal’’. A dirigente orgulha-se de nunca ter perdido um documento por causa das condições adversas de manutenção na Casa da Memória.
‘‘Se nós não perdemos nenhum documento, é por causa da dedicação dos funcionários, que além de entenderem da área, vestem a camisa’’, discursa Oksana. Para garantir a segurança de documentos raros do século 19 pertencentes à Câmara de Vereadores de Curitiba, o armário que os protegia foi transferido para a sala da administração com a finalidade de afastá-lo das goteiras. ‘‘Temos que cobrir os nossos arquivos com lonas plásticas sempre que chove’’, lamenta Oksana. (D.V.)

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