'Gosto de retratar o que vemos na rua'
Outro amante de carrinhos em miniatura, o técnico de telecomunicações Fávio Zortea não se contentava em comprar apenas modelos internacionais. ''Queria os tipos nacionais. Como não existia, resolvi fazer os meus'', conta. Logo de cara, deu início a um jeep, cuja estrutura partiu de um gurgel. ''Fiz o teto de lona, o motor, os eixos.''
A brincadeira deu tão certo, que se estendeu a outros modelos. Foi quando surgiu a ideia de construir uma barraca de feira. Com a riqueza de detalhes, que vão das frutas à balança, Zortea tratou de ser muito fiel. ''Fui à feira e medi as barracas, o balcão. Com isso, reproduzi numa escala menor exata.'' Contente e satisfeito com o resultado, quis alçar voos ainda maiores. Dessa vez, a maquete em questão era a reprodução de um bar de beira de estrada. ''Procurei vários locais que pudessem ser inspiração, até que encontrei um bar no Distrito Caramuru, próximo a Cambé'', revela.
Ele tirou várias fotos do local, tudo para garantir um reprodução idêntica. ''Dentro do bar retratei todos os detalhes e acrescentei alguns outros para dar mais diversão, como o bêbado caído na mesa'', argumenta. Quem olha de perto não acredita no que vê. São garrafas de bebida nas prateleiras, fiação elétrica e ovo cozido colorido na estufa, tudo milimetricamente feito e pintado à mão. ''Para fazer a telha francesa, medi uma original, que foi difícil de encontrar.''
Apesar de o projeto ter iniciado em janeiro, ainda não está totalmente finalizado. Mesmo assim, o técnico vai expor o trabalho no próximo mês, em Maringá (Noroeste). ''Gosto de retratar a realidade, o que vemos nas ruas. Por isso, a recepção do público é como consigo saber se meu trabalho realmente está bom. Faço isso com muito prazer, quando estou construindo uma pecinha destas, esqueço do mundo'', diz Zortea. (M.T.)





