Gostar de criança é mais importante que a barba branca
PUBLICAÇÃO
domingo, 21 de dezembro de 1997
Londrina 
Mas quantos Papais Noéis, além de Adão e Boselli, existem em Londrina nesta época do ano? Não existe uma estimativa, mas também não é difícil cruzar com eles em cada esquina da Cidade. A garantia do retorno financeiro é tão certa que já tem até empresa especializada no negócio. Sérgio Augusto Ferreira, por exemplo, mantém cinco Bons Velhinhos trabalhando para ele na Cidade: a empresa empresta as roupas e o candidato entra com a simpatia.
Somente na Casa do Papai Noel, do lago Igapó, são dois Papais Noéis, atuando em escala, além de duas Mamães Noéis, oito recepcionistas e três guardiões. O próprio Sérgio, se precisar, veste a roupa vermelha e sai à campo. E não é por menos: há 19 anos ele interpretou pela primeira vez o Papai Noel. E o talento é de família: os três irmãos e o pai, Adyr Ferreira, um dos precursores da televisão em Londrina, também encarnaram o personagem.
Eu fui gostando e hoje, quando visto a roupa, o Papai Noel incorpora em mim, garante Sérgio. Ele diz que para ser um bom Papai Noel o candidato não precisa ser gordo ou ter longas barbas brancas - Isso tudo a gente faz, diz. Mas algumas prerrogativas, ele garante, são fundamentais: Tem que ter psicologia da vida, gostar de criança, saber lidar com criança e ter amor e carinho pelo próximo.


