Mas quantos Papais Noéis, além de Adão e Boselli, existem em Londrina nesta época do ano? Não existe uma estimativa, mas também não é difícil cruzar com eles em cada esquina da Cidade. A garantia do retorno financeiro é tão certa que já tem até empresa especializada no negócio. Sérgio Augusto Ferreira, por exemplo, mantém cinco Bons Velhinhos trabalhando para ele na Cidade: a empresa empresta as roupas e o candidato entra com a simpatia.
Somente na Casa do Papai Noel, do lago Igapó, são dois Papais Noéis, atuando em escala, além de duas ‘‘Mamães Noéis’’, oito recepcionistas e três ‘‘guardiões’’. O próprio Sérgio, se precisar, veste a roupa vermelha e sai à campo. E não é por menos: há 19 anos ele interpretou pela primeira vez o Papai Noel. E o talento é de família: os três irmãos e o pai, Adyr Ferreira, um dos precursores da televisão em Londrina, também encarnaram o personagem.
‘‘Eu fui gostando e hoje, quando visto a roupa, o Papai Noel incorpora em mim’’, garante Sérgio. Ele diz que para ser um bom Papai Noel o candidato não precisa ser gordo ou ter longas barbas brancas - ‘‘Isso tudo a gente faz’’, diz. Mas algumas prerrogativas, ele garante, são fundamentais: ‘‘Tem que ter psicologia da vida, gostar de criança, saber lidar com criança e ter amor e carinho pelo próximo.’’

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