O reitor da UEL, Pedro Gordan, antecipou ontem que não irá atender ao convite dos grevistas para prestar esclarecimentos sobre corte de salários dos servidores do HU/HC. Em vez disso, ele pretende contatar o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde (SinSaúde) para negociar uma decisão conciliatória.
Gordan argumentou que se não acatar as determinações da Justiça corre o risco de ser punido. ‘‘Tenho que cumprir o que foi determinado.’’ Mesmo acenando com o diálogo, ele disse que já estuda formas de atender à Justiça, no tocante ao corte dos vencimentos.
Enquanto persiste o impasse, o movimento no HU continua aumentando. Segundo o diretor-superintendente do HU/HC, Cláudio Camacho, ontem a taxa de ocupação chegou a 75% e os atendimentos diários no pronto-socorro superam a marca de 120 pacientes por dia.
Pressionados pela liminar que exige o retorno ao trabalho e pela expectativa de cortes nos salários, o número de funcionários trabalhando também aumentou. Conforme Camacho, o percentual de servidores em serviço ontem estava acima de 90%.
No Hospital de Clínicas a situação é semelhante. No último levantamento apurado pela diretoria, em 20 de fevereiro, o percentual de trabalhadores em serviço atingiu 75%. Por isso, Camacho adiantou que espera começar o reagendamento das consultas no início da próxima semana.

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