Um casal de golpistas tem se apresentado como representantes da organização Vizinho Solidário para comercializar placas que identificam as residências participantes do projeto. O preço é 50% acima do valor estabelecido pela entidade. Segundo a presidente do Conselho Comunitário de Segurança do Município de Londrina (Conseg), Gabriela Fontoura, os estelionatários estariam se apresentando como representantes de algo do qual eles não participam. "Eles vendem a placa, mas o programa Vizinho Solidário não é só a placa. Existem outros dispositivos de segurança que são utilizados e que esse casal não oferece. Eles só vendem a placa e nunca mais aparecem", denunciou.
Segundo Gabriela, a placa original do programa Vizinho Solidário estampa os telefones 190 (em que a pessoa é obrigada a fornecer dados pessoais e o número fica registrado no banco de dados da PM); 181 (Narcodenúncia). O programa também conseguiu o respaldo das polícias Militar e Civil para estampar os brasões dessas corporações na placa.
"Já houve casos de pessoas que tentaram participar do programa com o objetivo de comercializar as placas a um preço maior e cobrando um valor extra para a instalação delas. O custo de uma placa dessas é de R$ 10 e a pessoa cobrava R$ 15 e mais R$ 2 por taxa de serviço de instalação", alertou a presidente do Conseg, informando que a placa original é simples de ser instalada, justamente para não implicar em custos maiores. Ela informou que no bairro onde esta pessoa tentou fazer isso o programa acabou não sendo implantado.

Acapulco
Durante a noite de terça-feira os moradores do Jardim Acapulco (zona sul) participaram da primeira reunião para implantar o Vizinho Solidário. A iniciativa foi tomada diante dos vários casos de furtos e assaltos na região e partiu do psicólogo João Narcizo Micheletti. "Eu já tinha pesquisado na internet sobre como era o programa e só não sabia como implantá-lo efetivamente", afirmou Micheletti, informando que manteve contato com Gabriela.
O funcionário público Oswaldo Machineski, vizinho do psicólogo, teve sua casa invadida no início deste ano. "Minha filha de 18 anos estava na casa. Graças a Deus não aconteceu nada a ela, mas essa situação me deixou revoltado", ressaltou. Em uma rua próxima de sua casa aconteceram somente no ano passado 13 assaltos, afirmou.
Segundo a presidente do Conseg, o Vizinho Solidário foi criado pelo Rotary Internacional há 15 anos. Atualmente está presente em 7 mil residências de Londrina de 30 bairros. O programa está em fase de implantação em outros 15 bairros.

Serviço
Informações sobre o programa Vizinho Solidário pelo fone (43) 9902-2053 ou é [email protected].

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