Ivatuba - O caminhoneiro Anderson Adriano Fatim, 26 anos, foi morto com um tiro na nuca na noite de anteontem, quando fazia um frete de Alto Paraná a Doutor Camargo. Dois homens, sendo um loiro de olhos azuis e um moreno, teriam contratado Fatim para transportar um carro na carroceria do caminhão, mas no meio do trajeto os dois deram voz de assalto. O caminhoneiro foi amarrado a uma árvore e executado em seguida. Um ajudante dele também foi rendido pelos assaltantes mas conseguiu sobreviver porque se fingiu de morto. Os assaltantes fugiram levando o caminhão de Fatim, um Mercedes Benz 1113, ano 75.
De acordo com a Polícia de Ivatuba, Pedro Sibalde, ajudante de Fatim, prestou depoimento na delegacia e contou que na tarde de terça-feira, o caminhoneiro foi procurado por um dos assaltantes que solicitou o frete até Alto Paraná. O objetivo era trazer um carro de Alto Paraná até Doutor Camargo. Fatim chegou a desconfiar do ''cliente'' e chamou Pedro Sibalde para lhe acompanhar na viagem.
Por volta das 20 horas de terça-feira, quando retornavam de Alto Paraná, um dos ''clientes'' que estava na cabine do caminhão teria pedido para que Fatim entrasse em um carreador, a cerca de cinco quilômetros de Doutor Camargo. Ao parar o caminhão no lugar indicado, o segundo ''cliente'', que estava na carroceria pulou ao lado da porta do motorista e deu voz de assalto a Fatim.
Conforme relato de Sibalde, os dois homens amarraram Fatim em uma árvore e depois também o amarraram com fita crepe, tapando inclusive os seus olhos. Ele disse que alguns minutos depois ouviu um disparo de revólver e um gemido. Ainda conforme Sibalde, os dois assaltantes tentaram matá-lo também, mas por três vezes o revólver falhou. Ele disse que recebeu uma coronhada na cabeça e só conseguiu sobreviver porque se fez de morto.
Ao perceber que os dois homens tinham deixado o local com o caminhão, Sibalde se livrou da fita crepe e disse que ficou perdido no meio do mato. Ele contou que só conseguiu achar a rodovia mais próxima na manhã de ontem, e que foi andando até a cidade de Doutor Camargo. Ele ajudou os policiais na busca do corpo de Fatim que foi encontrado no meio de uma plantação de eucalipto. Fatim era casado e tinha uma filha. Até ontem à tarde a polícia não tinha pista dos dois assaltantes.

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