A Polícia Civil de Ponta Grossa indiciou ontem a empresária Regina Célia Campos, 39 anos, acusada pelos diretores da Convoy – a maior provedora de Internet da cidade – de usar o nome da empresa indevidamente.
Segundo o delegado operacional da 13ª Subdivisão Policial, Marcus Vinícius Sebastião, há mais de quatro meses, Regina usava o sistema spam, que é uma espécie de mala direta eletrônica, para fazer uma campanha de arrecadação de fundos. O dinheiro, alega Regina, seria usado para pagar um transplante de medula em uma criança de oito anos. Só que essa mala direta eletrônica era passada em nome da Convoy.
Nos e-mails que enviava, Regina pedia a colaboração dos internautas através de depósito em conta corrente registrada em seu nome, na Caixa Econômica, ou por doação de cartuchos vazios de impressoras. Na casa dela, a polícia apreendeu mais de mil cartuchos, recebidos através dos Correios de várias partes do País, como São Paulo e Minas Gerais. Todas as caixas de sedex estão com os nomes dos remetentes e destinatários riscados para impedir a identificação. Além dos cartuchos também foram encontrados três microcomputadores completos e equipamentos locados da Telepar para criação de um provedor.
Como em seu depoimento Regina não revelou o nome, nem o endereço da criança que diz querer ajudar, a polícia desconfia que ela criou a história para ficar com o dinheiro. Cada cartucho de impressora pode ser vendido em média por R$ 5,00.

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