Golpista se 'especializa' em roubo de videokê
Osmani Costa
De Londrina
Os ladrões encontraram nos últimos meses em Londrina um novo filão para atuação: o roubo de aparelhos de videokês, cuja presença em festas de aniversário, formatura, batizados e casamentos virou uma verdadeira febre. Só no último domingo, um único ladrão levou três aparelhos de uma vez. Não tem havido violência durante os roubos. Na verdade, os ladrões se passam por clientes, alugam os aparelhos e depois somem com eles.
No domingo, o ladrão que dizia se chamar Carlos Henrique Júnior alugou uma chácara atrás do Aeroporto (zona leste) por R$ 100,00 e pagou adiantado, dizendo que faria uma festa de confraternização com alguns amigos. Contatou três empresas que alugam videokês e marcou para entregarem os aparelhos na chácara às 10h30, 12 horas e 13h30 respectivamente. Quando os donos foram buscar os aparelhos, por volta das 20 horas, Carlos Júnior tinha ido embora levando os três videokês.
As vítimas registraram queixa na 10ª Subdivisão Policial (SDP), que abriu inquérito para investigar o caso. Até a noite de ontem não havia pista do criminoso. Os aparelhos, importados da Coréia do Sul, custam entre R$ 2 mil e R$ 4 mil, dependendo do modelo e da quantidade de cartuchos que possuem.
Não desconfiei de nada, porque não o conhecia e ele pagou adiantado R$ 50,00 pelo aluguel. Quando cheguei na chácara, estava tudo montado para a festa. Caí porque o golpe foi bem preparado, conta Alexandre Kaneta, um dos três que ficaram sem o aparelho de videokê.
O dono da chácara, Ronaldo Gonçalves, diz que estranhou o fato de nenhum convidado ter ido à festa do tal Carlos Júnior. Ele ficou lá no salão sozinho. Acendeu o fogo da churrasqueira, colocou bebida para gelar e nadou na piscina. Meus familiares chegaram a cantar num videokê. No final da tarde, ele disse que iria buscar uns amigos. Foi embora e não voltou mais, explica o chacareiro, lembrando que o número de telefone que o golpista deu como sendo de sua casa é de uma oficina mecânica onde ninguém o conhece.
O delegado-adjunto da 10ª SDP, Acácio de Azevedo, comenta que é normal o surgimento deste novo tipo de golpe e que nenhum ladrão do novo ramo foi preso na cidade.





