Golpe pela internet terá investigação prorrogada
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sexta-feira, 08 de dezembro de 2000
Betânia Rodrigues De Londrina 
O inquérito que apura o roubo de clientes do Banestado via internet em Londrina será concluído no ano que vem. A informação é do delegado responsável pelo caso Marcio Vinícius Ferreira Amaro. Na próxima segunda-feira, ele requisitará à Justiça a prorrogação do prazo para as investigações que completam 30 dias no domingo.
Até agora, ele ouviu cinco dos sete envolvidos no estelionato que desviou R$ 30 mil de oito clientes do banco. Uma delas é a professora aposentada Eugênia Campregher que perdeu aproximadamente R$ 1.800,00 em dois saques realizados nos dias 22 e 23 de novembro. O prejuízo dela só não foi maior porque uma pessoa ligada aos ladrões a avisou do golpe. Eu fui acordada às 7 horas com a notícia. Por sorte, consegui recuperar R$ 1.000,00 que seriam sacados no caixa do banco por Paulo Alves Feitosa, um dos laranjas envolvidos no roubo. O banco informou ontem que na segunda-feira estará depositando na conta da professora o restante do dinheiro.
O que mais intriga a ex-professora é saber como o telefone de sua casa foi descoberto. Segundo ela, a linha está no nome do marido que tem um sobrenome totalmente diferente do seu. Um homem ligou para minha casa se apresentando como funcionário da editora Abril no dia 22 de manhã. Ele queria informações para preencher uma ficha que me daria direito a concorrer num sorteio de brindes. Na hora do almoço, transferiram o meu dinheiro para a conta de Feitosa na agência da Avenida Tiradentes. Nesse mesmo dia movimentaram o dinheiro de uma aplicação e sacaram parte dele no caixa eletrônico às 8h30 do dia seguinte, explicou a vítima.
O delegado disse que ontem recebeu um telefonema de Curitiba de uma pessoa interessada em saber como o golpe ocorreu aqui e informou que na capital o mesmo aconteceu com clientes do HSBC.


