Kraw PenasVera Nilda dos Santos: linha cortadaA Polícia Militar precisou intervir para acabar com um princípio de tumulto, ontem à tarde, em frente à porta da empresa Globocenter Comércio de Linhas Telefônicas Ltda., acusada de lesar dezenas de clientes em Curitiba. Cerca de 30 pessoas que não receberam ou tiveram cortadas suas linhas telefônicas tentavam obter explicações da empresa, que já foi denunciada à Justiça por estelionato e deverá ser alvo de novo inquérito policial.
As portas da empresa, instalada no 9º andar do edifício Forti Martins, na Rua João Negrão, permaneceram fechadas ontem à tarde. O proprietário, Almir Carneiro, não apareceu. Vários clientes informaram que há dias vêm tentando contato telefônico com a Globocenter, sem sucesso.
A Delegacia de Crimes contra a Economia e Proteção ao Consumidor (Delcon) já recebeu mais de cem denúncias contra a Globocenter. Segundo o delegado Aníbal Bassan, a empresa firma com os clientes contratos que prevêem a instalação de linhas telefônicas provisórias até a conclusão do pagamento. Ao final do prazo, contudo, não entrega as linhas definitivas.
Em muitos casos, a linha provisória, que é alugada pela Globocenter de terceiros, é cortada porque a empresa não paga o locador. Foi o que aconteceu com a zeladora Vera Nilda dos Santos, que comprou um telefone em 24 prestações de R$ 235,00 e teve a linha cortada após o pagamento da primeira parcela. ‘‘Eles prometerem a religação em três dias, mas continuo sem telefone e ninguém me atende’’, reclamou.

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