Goioerê - O município de Goioerê (Noroeste) enfrenta desde a semana passada um surto de conjuntivite. De acordo com a enfermeira Alessandra Guidelli de Almeida, da Vigilância Epidemiológica, até ontem de manhã foram registradas 82 notificações. O número de doentes, entretanto, pode ser superior, pois muitas pessoas apresentam sintomas mas não procuram serviços de saúde.
Alessandra informou que muitas empresas do município têm entrado em contato com a Vigilância Epidemiológica em busca de informações para prevenir novos casos. ''Há muitos trabalhadores afastados'', disse. Enfermeiros das unidades básicas de saúde (UBSs) estão fazendo uma campanha de alerta sobre as formas de contaminação em escolas, creches e empresas que solicitam a presença dos profissionais.
A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular e o interior das pálpebras. ''Quando a conjuntiva se irrita ou inflama, os vasos sanguíneos que a abastecem alargam-se e tornam-se muito mais proeminentes, causando então a vermelhidão do olho. Em geral, acomete os dois olhos, pode durar de uma semana a 15 dias e não costuma deixar sequelas'', explicou a secretária municipal de Saúde, Maria Cristina Cabral.
Os sintomas mais comuns são ardência e coceira na região ocular, com sensação de corpo estranho (areia ou de ciscos) nos olhos, lacrimejar constante, olhos vermelhos e sensíveis principalmente à claridade e pálpebras inchadas. No caso da conjuntivite infecciosa, os olhos doem e secretam líquido amarelado.
Para evitar a proliferação da doença, pessoas contaminadas devem lavar as mãos e o rosto com frequência, usar toalhas de papel para secar e não compartilhar toalhas de rosto. Trocar as fronhas dos travesseiros diariamente, durante a crise, lavar as mãos antes e depois do uso de colírios ou pomadas e, ao usá-los, não encostar o bico no frasco no olho, são outras atitudes recomendadas.
A secretária orienta, ainda, a não usar lentes de contato e não compartilhar esponjas, rímel, delineadores ou qualquer outro produto de beleza. Aglomerações e piscinas de academias ou clubes devem ser evitadas, assim como a exposição a agentes irritantes ou alérgenos.
Todos estes cuidados devem ser verificados por pelo menos 15 dias desde o início dos sintomas nos indivíduos contaminados, para evitar a transmissão. Na maioria dos casos, os sintomas e a doença passam em dez dias, sem necessidade de tratamento. Medicações podem ser recomendadas para acabar com a infecção, aliviar os sintomas da alergia e também diminuir o desconforto.

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