A duplicação das ruas Goiás e Humaitá esbarram na desapropriação de terrenos. Segundo dados da Divisão de Patrimônio da prefeitura, entre doações e permutas, a Rua Goiás tem cerca de 240 metros, numa extensão de dois quilômetros. Já a Rua Humaitá tem apenas uma desapropriação e uma permuta, que está sendo questionada na Justiça por suspeita de irregularidades. Na Avenida Duque de Caxias, o problema é o preço dos terrenos, já que a área é muito valorizada.
De acordo com o secretário municipal de Obras, Aloysio Freitas, a solução encontrada foi ''obrigar'' os proprietários a doarem uma faixa de 10 metros dos terrenos onde, no futuro, haverá ampliação das ruas e ainda deixar o recuo legal de 5 metros, nos locais onde a lei determina. ''Como sabemos que leva tempo para fazer as ampliações, nós permitimos aos proprietários que construam nessa faixa de 10 metros desde que abdiquem do direito de serem indenizados pelas benfeitorias quando for feita a ampliação'', explicou.
Para Freitas, o plano diretor deve estar acima de quem está na prefeitura. ''Esse é um planejamento da cidade, não do prefeito. A melhoria será para a comunidade e cada governante que entrar não pode mudar tudo senão os problemas nunca terão solução'', afirmou. Ele acredita que o sistema viário deveria ter sido criado no início da cidade.

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